O árbitro Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, da Somália, eleito o melhor da Confederação Africana de Futebol em 2025, foi impedido de entrar nos EUA e, com isso, não poderá apitar a Copa do Mundo. O profissional era um dos 52 selecionados da FIFA para trabalhar no Mundial e faria história ao ser o primeiro de seu país a participar da competição.
Em nota, a FIFA afirmou que não interfere nas decisões do país-sede sobre quem entra e quem sai de seu território. Diante disso, precisou acatar a decisão dos EUA e retirou Omar do grupo de arbitragem da Copa do Mundo de 2026.
Veja a nota completa
A FIFA pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá participar dos treinamentos nem atuar na Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada.
A FIFA não está envolvida nos processos de imigração do país-sede, incluindo a análise e concessão de vistos, e foi informada pelas autoridades de que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento.
Em linha com eventos anteriores da FIFA, cabe, em última instância, ao governo do país anfitrião determinar quem recebe um visto e quem tem permissão para entrar em seu território.
Declaração de Omar
Para a agência Reuters, Omar afirmou que tem gratidão pela FIFA e pela CAF (Confederação Africana de Futebol) devido ao apoio recebido. Além disso, ele prometeu que manterá o seu alto nível de trabalho para que possa ser chamado para grandes competições no futuro.
Governo da Somália
O governo do país africano afirmou que tentou se envolver em negociações com os EUA e a FIFA para viabilizar a entrada do profissional em solo americano para sua atuação na Copa do Mundo de 2026, mas não obteve êxito. Além disso, declarou-se orgulhoso de todas as conquistas de Omar até este momento.





