Quando muitos acreditavam que o pior já havia passado, novos detalhes reforçaram a gravidade dos casos de intoxicação por metanol no Brasil. O governo de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (4) a 12ª morte causada pelo consumo de bebida alcoólica adulterada no Estado. A vítima é Willian de Souza Turvollo, de 26 anos, morador de Mauá, na Grande São Paulo.
Willian procurou atendimento médico no dia 19 de janeiro, após apresentar dores intensas e náuseas. Ele foi levado à UPA Barão de Mauá e, no dia seguinte, transferido para o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Apesar dos cuidados, morreu dez dias depois, em 29 de janeiro. A investigação epidemiológica do município apontou o consumo de vodca como possível origem da intoxicação.
Adega é alvo de ação conjunta após morte de jovem por metanol
Em nota, a Secretaria de Saúde de Mauá informou que a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil realizaram uma ação conjunta na adega onde a bebida teria sido consumida, localizada no bairro Jardim Canadá. No local, garrafas do produto supostamente ingerido por Willian foram apreendidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística para análise laboratorial.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o caso é investigado como morte suspeita. Segundo o boletim policial, o irmão da vítima relatou que os sintomas começaram poucas horas após o consumo da bebida. Foi solicitado exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo contabiliza até agora 52 casos confirmados de intoxicação por metanol, com 12 mortes. Outras quatro permanecem sob investigação, registradas em Guariba, São José dos Campos e Cajamar. Ao todo, 570 notificações já foram descartadas.
O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, proibido para consumo humano. Autoridades reforçam o alerta para que a população evite bebidas sem procedência confiável.





