{"id":11066,"date":"2025-12-18T15:30:06","date_gmt":"2025-12-18T18:30:06","guid":{"rendered":"https:\/\/variedades.tnh1.com.br\/?p=11066"},"modified":"2025-12-18T15:30:12","modified_gmt":"2025-12-18T18:30:12","slug":"39-cidades-brasileiras-receberam-alerta-de-risco-para-virus-que-pode-deixar-a-pessoa-no-hospital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/39-cidades-brasileiras-receberam-alerta-de-risco-para-virus-que-pode-deixar-a-pessoa-no-hospital\/","title":{"rendered":"39 cidades brasileiras receberam alerta de risco para v\u00edrus que pode deixar a pessoa no hospital"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo in\u00e9dito desenvolvido por pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade de Guarulhos (UNG) acendeu um alerta para a Bahia, <strong>39 munic\u00edpios do estado foram classificados como de alto risco para a transmiss\u00e3o da Chikungunya<\/strong>. A doen\u00e7a, transmitida pelo mosquito <em>Aedes aegypti<\/em> infectado pelo v\u00edrus CHIKV, <strong>j\u00e1 foi registrada em 387 das 417 cidades baianas entre 2014 e 2023.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi publicada na revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e analisou quase uma d\u00e9cada de dados oficiais de sa\u00fade, refor\u00e7ando a gravidade do cen\u00e1rio e a necessidade de a\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estudo analisou quase dez anos de dados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores monitoraram casos confirmados de Chikungunya registrados no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), da Secretaria de Sa\u00fade da Bahia (Sesab), entre setembro de 2014 e dezembro de 2023. <strong>A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, foram calculadas taxas de incid\u00eancia municipais e cruzados dados clim\u00e1ticos, ambientais e socioecon\u00f4micos, como temperatura, volume de chuvas, cobertura vegetal e saneamento b\u00e1sico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o professor Maur\u00edcio Lamano Ferreira, da USP, a identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de maior risco levou em conta a repeti\u00e7\u00e3o de surtos ao longo dos anos e a tend\u00eancia de crescimento da doen\u00e7a mesmo em per\u00edodos de queda no restante do estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s priorizamos munic\u00edpios que apresentaram risco significativamente maior do que o esperado e que se repetiram ao longo do tempo, especialmente nos meses de ver\u00e3o, como fevereiro e mar\u00e7o\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Clima e urbaniza\u00e7\u00e3o favorecem o avan\u00e7o do v\u00edrus<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O estudo aponta que os munic\u00edpios classificados como de alto risco compartilham caracter\u00edsticas ambientais favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito.<\/strong> Entre elas est\u00e3o <strong>temperaturas m\u00ednimas mais elevadas, pouca varia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica ao longo do ano e altos \u00edndices de chuva<\/strong>, especialmente no ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, \u00e1reas mais urbanizadas, com paisagens fragmentadas e menor cobertura de biomas naturais, como a Caatinga, criam ambientes prop\u00edcios para criadouros artificiais do <em>Aedes aegypti<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCaixas d\u2019\u00e1gua, recipientes mal vedados, ralos, lixo descartado de forma inadequada e quintais urbanos s\u00e3o os locais preferidos do mosquito\u201d, detalha Lamano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Doen\u00e7a avan\u00e7a at\u00e9 em cidades mais desenvolvidas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos pontos que mais chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores foi a<strong> maior incid\u00eancia de Chikungunya em munic\u00edpios com melhor infraestrutura socioecon\u00f4mica.<\/strong> Apesar do saneamento mais amplo, essas <strong>cidades costumam ter maior densidade populacional e intensa circula\u00e7\u00e3o de pessoas<\/strong>, funcionando como polos regionais de com\u00e9rcio e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa mobilidade facilita a introdu\u00e7\u00e3o e a r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Melhor saneamento n\u00e3o elimina os criadouros, apenas muda o tipo\u201d, afirma o professor da USP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sequelas podem durar anos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferentemente da dengue, a Chikungunya \u00e9 conhecida pelo alto potencial de causar <strong>sequelas prolongadas. Dores articulares intensas, inflama\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas podem persistir por meses ou at\u00e9 anos<\/strong>, especialmente em idosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A enfermeira aposentada Maria Rosely Rocha, de 73 anos, relata que ainda convive com dores articulares cinco anos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o. \u201cFoi pior do que a Covid-19. Fiquei acamada, com muita dor e incapacidade f\u00edsica. At\u00e9 hoje sinto os efeitos\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infectologista Clarissa Cerqueira refor\u00e7a o alerta: \u201cA Chikungunya \u00e9 extremamente m\u00f3rbida. Ela raramente mata, mas deixa sequelas incapacitantes que afetam profundamente a qualidade de vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o exige a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Na Bahia, os casos da doen\u00e7a costumam aumentar entre janeiro e junho, mas especialistas defendem que o combate ao mosquito deve ocorrer durante todo o ano. <\/strong>Em munic\u00edpios como Itabuna, a\u00e7\u00f5es de controle j\u00e1 come\u00e7aram, com tratamento de focos do <em>Aedes aegypti<\/em>, campanhas educativas e monitoramento dos \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Clarissa Cerqueira, al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es imediatas, como eliminar \u00e1gua parada, usar repelentes e intensificar o fumac\u00ea, \u00e9 fundamental pensar em estrat\u00e9gias de longo prazo, como a preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO mosquito \u00e9 urbano. Quanto mais degradamos o ambiente e expandimos as \u00e1reas urbanas desordenadas, maior \u00e9 o risco\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vacina aprovada, mas preven\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 essencial<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em abril, a Anvisa aprovou a primeira vacina contra a Chikungunya no Brasil, indicada para adultos acima de 18 anos em \u00e1reas de maior risco.<\/strong> O imunizante \u00e9 de <strong>dose \u00fanica<\/strong> e apresentou <strong>quase 100% de produ\u00e7\u00e3o de anticorpos nos testes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do avan\u00e7o, especialistas destacam que a vacina ainda n\u00e3o est\u00e1 amplamente dispon\u00edvel e que a <strong>principal forma de combate \u00e0 doen\u00e7a continua sendo a preven\u00e7\u00e3o e o controle do mosquito transmissor.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo in\u00e9dito desenvolvido por pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade de Guarulhos (UNG) acendeu um alerta para a Bahia, 39 munic\u00edpios do estado foram classificados como de alto risco para a transmiss\u00e3o da Chikungunya. A doen\u00e7a, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti infectado pelo v\u00edrus CHIKV, j\u00e1 foi registrada em 387 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":11067,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1121,1287,1286,1171],"class_list":["post-11066","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-aedes-aegypti","tag-bahia","tag-chikungunya","tag-virus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11066"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11066\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11068,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11066\/revisions\/11068"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11067"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}