{"id":12104,"date":"2026-01-10T20:04:00","date_gmt":"2026-01-10T23:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=12104"},"modified":"2026-01-08T14:44:36","modified_gmt":"2026-01-08T17:44:36","slug":"nos-enganaram-um-estudo-revelou-que-temos-7-sentidos-quais-sao-eles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/nos-enganaram-um-estudo-revelou-que-temos-7-sentidos-quais-sao-eles\/","title":{"rendered":"Nos enganaram: um estudo revelou que temos 7 sentidos; quais s\u00e3o eles?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Pesquisas recentes indicam que o ser humano n\u00e3o possui apenas cinco sentidos<\/strong>, como aprendemos na escola. A ci\u00eancia agora reconhece sete sentidos, e os dois mais importantes n\u00e3o s\u00e3o vis\u00e3o nem audi\u00e7\u00e3o, mas aqueles que informam o c\u00e9rebro sobre o que acontece dentro e com o pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem explica essa mudan\u00e7a de paradigma \u00e9 <strong>a neurocientista espanhola Nazareth Castellanos, pesquisadora do laborat\u00f3rio Nirakara-Lab e professora da Universidade Complutense de Madri, em entrevista \u00e0<\/strong> <strong>BBC News Mundo<\/strong>, servi\u00e7o em espanhol da BBC.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Castellanos, o c\u00e9rebro est\u00e1 em constante di\u00e1logo com o corpo. \u201cSe fa\u00e7o uma cara de raiva, o c\u00e9rebro interpreta que essa cara \u00e9 t\u00edpica de raiva e, portanto, ativa os mecanismos de raiva\u201d, afirma a cientista. O mesmo ocorre com a postura: \u201cquando o corpo est\u00e1 em uma postura t\u00edpica de tristeza, o c\u00e9rebro come\u00e7a a ativar mecanismos neurais t\u00edpicos da tristeza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os sentidos que a escola n\u00e3o ensinou<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Durante d\u00e9cadas, a ci\u00eancia concentrou seus esfor\u00e7os em compreender como percebemos o mundo externo, <strong>sons, imagens, cheiros, sabores e texturas.<\/strong> Esses cinco sentidos pertencem ao que os pesquisadores chamam de <strong>exterocep\u00e7\u00e3o<\/strong>. No entanto, hoje a neuroci\u00eancia aponta que eles n\u00e3o ocupam o topo da hierarquia cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p>O sentido mais relevante para o c\u00e9rebro \u00e9 a <strong>interocep\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>a capacidade de perceber o que acontece dentro do organismo.<\/strong> Batimentos card\u00edacos, respira\u00e7\u00e3o, funcionamento do intestino e sensa\u00e7\u00f5es viscerais chegam ao c\u00e9rebro de forma cont\u00ednua e t\u00eam prioridade absoluta no processamento neural.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo em seguida vem a <strong>propriocep\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel por informar ao c\u00e9rebro como o corpo est\u00e1 posicionado no espa\u00e7o.<\/strong> Postura, gestos, tens\u00e3o muscular e express\u00f5es faciais fazem parte desse sistema. Juntos, interocep\u00e7\u00e3o e propriocep\u00e7\u00e3o formam a base da nossa experi\u00eancia emocional e cognitiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O rosto como atalho emocional<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Uma das regi\u00f5es do c\u00e9rebro mais sens\u00edveis a essas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 o c\u00f3rtex somatossensorial, onde o corpo inteiro est\u00e1 \u201cmapeado\u201d.<\/strong> Curiosamente, \u00e1reas como o rosto, as m\u00e3os e a curvatura do tronco ocupam muito mais espa\u00e7o nesse mapa do que regi\u00f5es maiores, como as costas ou as pernas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que pequenas a\u00e7\u00f5es, como franzir a testa, t\u00eam grande impacto emocional. De acordo com Castellanos, esse gesto ativa \u00e1reas profundas do c\u00e9rebro ligadas \u00e0 emo\u00e7\u00e3o. \u201cQuando eu franzo a testa, estou ativando minha am\u00edgdala\u201d, explica. A am\u00edgdala \u00e9 uma estrutura fundamental para o processamento do medo e do estresse. Quando j\u00e1 est\u00e1 ativada, qualquer est\u00edmulo estressante tende a provocar rea\u00e7\u00f5es mais intensas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, relaxar o rosto e suavizar a express\u00e3o pode ajudar a reduzir essa ativa\u00e7\u00e3o emocional excessiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O poder de um sorriso, mesmo sem alegria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Estudos cl\u00e1ssicos da psicologia e da neuroci\u00eancia demonstram que o simples ato de sorrir pode alterar a forma como interpretamos o mundo. Em experimentos conhecidos, participantes seguravam uma caneta entre os dentes, simulando um sorriso, ou entre os l\u00e1bios, imitando uma express\u00e3o fechada. <strong>Os resultados mostraram que, ao \u201csorrir\u201d, as pessoas avaliavam imagens como mais agrad\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esses achados refor\u00e7am a ideia de que o c\u00e9rebro busca constantemente coer\u00eancia entre corpo e mente. <\/strong>Quando a express\u00e3o facial n\u00e3o combina com o estado emocional interno, ocorre o que os pesquisadores chamam de \u201cmigra\u00e7\u00e3o do estado de esp\u00edrito\u201d, ou seja, o c\u00e9rebro tenta ajustar a emo\u00e7\u00e3o ao corpo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A postura molda mem\u00f3ria e emo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O impacto da propriocep\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita ao rosto. <strong>A postura corporal tamb\u00e9m exerce influ\u00eancia direta sobre a cogni\u00e7\u00e3o.<\/strong> Experimentos mostram que pessoas curvadas, por exemplo, tendem a apresentar pior desempenho de mem\u00f3ria e maior recorda\u00e7\u00e3o de palavras negativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece porque a postura curvada \u00e9 associada, ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, a estados emocionais como tristeza e des\u00e2nimo. <strong>Ao assumir essa posi\u00e7\u00e3o por longos per\u00edodos, algo comum no uso excessivo de celulares e computadores, o c\u00e9rebro ativa circuitos emocionais compat\u00edveis com esse estado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o da neurocientista n\u00e3o \u00e9 rigidez corporal constante, mas consci\u00eancia. Observar o pr\u00f3prio corpo ao longo do dia e corrigir, aos poucos, h\u00e1bitos posturais autom\u00e1ticos pode gerar efeitos positivos no humor e na aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Escutar os \u201csussurros\u201d do corpo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Apesar de o corpo enviar sinais o tempo todo, grande parte das pessoas tem dificuldade em perceb\u00ea-los.<\/strong> Castellanos destaca que emo\u00e7\u00f5es nunca s\u00e3o apenas mentais: sempre se manifestam em alguma regi\u00e3o do corpo, como um aperto no est\u00f4mago ou um n\u00f3 na garganta.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolver consci\u00eancia corporal significa aprender a identificar essas sensa\u00e7\u00f5es e traduzi-las em palavras. Esse processo ajuda o c\u00e9rebro a diferenciar emo\u00e7\u00f5es, regular rea\u00e7\u00f5es e tomar decis\u00f5es mais adequadas, algo j\u00e1 apontado em estudos cl\u00e1ssicos do neurocientista Antonio Damasio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A respira\u00e7\u00e3o como marca-passo do c\u00e9rebro<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outro elemento central nessa equa\u00e7\u00e3o \u00e9 a respira\u00e7\u00e3o. <strong>A forma como respiramos influencia diretamente mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o e controle emocional.<\/strong> A neurocientista explica que a respira\u00e7\u00e3o nasal \u00e9 essencial para ativar \u00e1reas cerebrais ligadas ao aprendizado, como o hipocampo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, respirar de forma lenta, com a expira\u00e7\u00e3o mais longa que a inspira\u00e7\u00e3o, contribui para reduzir a ativa\u00e7\u00e3o emocional e at\u00e9 aliviar dores cr\u00f4nicas. \u201cA respira\u00e7\u00e3o influencia na mem\u00f3ria, na aten\u00e7\u00e3o e no gerenciamento das emo\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Castellanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas recentes indicam que o ser humano n\u00e3o possui apenas cinco sentidos, como aprendemos na escola. 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