{"id":13291,"date":"2026-01-20T11:14:15","date_gmt":"2026-01-20T14:14:15","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=13291"},"modified":"2026-01-20T11:14:21","modified_gmt":"2026-01-20T14:14:21","slug":"nasa-investiga-misterio-apos-toneladas-de-terra-reaparecerem-no-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/nasa-investiga-misterio-apos-toneladas-de-terra-reaparecerem-no-oceano\/","title":{"rendered":"NASA investiga mist\u00e9rio ap\u00f3s toneladas de terra reaparecerem no oceano"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre os meses de janeiro e mar\u00e7o, todos os anos, <strong>pequenas massas de sarga\u00e7o, algas do g\u00eanero <\/strong><strong><em>Sargassum<\/em><\/strong>, t\u00edpicas de regi\u00f5es tropicais e subtropicais, <strong>come\u00e7am a se formar no Oceano Atl\u00e2ntico.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o avan\u00e7o da primavera no Hemisf\u00e9rio Norte, essas forma\u00e7\u00f5es crescem rapidamente e d\u00e3o origem a um fen\u00f4meno impressionante, <strong>uma extensa \u201cfaixa de terra flutuante\u201d vis\u00edvel at\u00e9 mesmo por sat\u00e9lite.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O evento, monitorado pela <strong>NASA<\/strong>, vem chamando a aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica por seu crescimento acelerado e impactos ambientais cada vez mais severos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 o Grande Cintur\u00e3o de Sarga\u00e7o do Atl\u00e2ntico<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Conhecido como <strong>Grande Cintur\u00e3o de Sarga\u00e7o do Atl\u00e2ntico<\/strong>, o fen\u00f4meno \u00e9 uma macroflora\u00e7\u00e3o de algas que <strong>pode se estender da costa oeste da \u00c1frica at\u00e9 o Golfo do M\u00e9xico.<\/strong> Segundo dados da ag\u00eancia espacial norte-americana, essa estrutura conecta diferentes regi\u00f5es oce\u00e2nicas e ecossistemas distantes, formando um corredor biol\u00f3gico flutuante com milhares de quil\u00f4metros de extens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O cintur\u00e3o come\u00e7ou a ser identificado por imagens de sat\u00e9lite em 2011<\/strong> e, desde ent\u00e3o, passou a reaparecer anualmente, principalmente <strong>entre o fim da primavera e o ver\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recorde hist\u00f3rico de biomassa em 2025<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O monitoramento mais recente revelou n\u00fameros alarmantes. Em <strong>mar\u00e7o de 2025<\/strong>, o <strong>cintur\u00e3o atingiu seu maior volume j\u00e1 registrado, entre<\/strong> <strong>37 e 38 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de biomassa<\/strong>, superando o recorde anterior de aproximadamente 22 milh\u00f5es de toneladas, registrado em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em algumas regi\u00f5es do Caribe, imagens de sat\u00e9lite mostraram camadas de algas com mais de <strong>1 quil\u00f4metro de largura<\/strong>, gerando preocupa\u00e7\u00e3o entre autoridades ambientais e setores ligados ao turismo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>De onde v\u00eam essas algas?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As esp\u00e9cies predominantes no fen\u00f4meno s\u00e3o a <em>Sargassum natans<\/em> e a <em>Sargassum fluitans<\/em>. Elas s\u00e3o classificadas como macroalgas holopel\u00e1gicas, ou seja, vivem flutuando no oceano, sem depender de substratos costeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A origem do crescimento acelerado est\u00e1 associada \u00e0s <strong>correntes oce\u00e2nicas<\/strong>, que transportam nutrientes do Atl\u00e2ntico Norte para o Atl\u00e2ntico Tropical. Entre as principais fontes est\u00e3o os grandes rios, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Rio Amazonas<\/strong>, respons\u00e1vel por grandes cargas de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa;<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rio Congo<\/strong>, que despeja nutrientes na costa oeste africana.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esses elementos funcionam como \u201cfertilizantes naturais\u201d para as algas, estimulando seu crescimento em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aquecimento global intensifica o fen\u00f4meno<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Pesquisas conduzidas por universidades norte-americanas apontam que o <strong>aumento das temperaturas globais<\/strong> <strong>tamb\u00e9m contribui para o avan\u00e7o do cintur\u00e3o de sarga\u00e7o.<\/strong> O aquecimento das \u00e1guas, aliado \u00e0s atividades humanas que elevam a concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes nos oceanos, cria condi\u00e7\u00f5es ideais para a prolifera\u00e7\u00e3o dessas algas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a NASA, o padr\u00e3o observado desde 2011 indica que o fen\u00f4meno <strong>n\u00e3o apenas persiste, mas vem aumentando de intensidade ao longo dos anos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando o sarga\u00e7o vira problema ambiental<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em mar aberto, o cintur\u00e3o pode ter um papel positivo, servindo de abrigo para peixes, tartarugas, aves e invertebrados marinhos. O problema surge quando grandes volumes de algas <strong>se acumulam pr\u00f3ximo \u00e0s costas ou encalham nas praias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, os impactos incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sufocamento de habitats naturais;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Danos severos a recifes de corais;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o de luz e oxig\u00eanio no ambiente marinho costeiro;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Aumento da eros\u00e3o costeira.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, durante a decomposi\u00e7\u00e3o, as algas liberam <strong>sulfeto de hidrog\u00eanio<\/strong>, g\u00e1s respons\u00e1vel pelo forte odor de \u201covo podre\u201d e potencialmente prejudicial \u00e0 sa\u00fade humana e \u00e0 fauna local.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alerta cient\u00edfico para os pr\u00f3ximos anos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No pico de atividade, o cintur\u00e3o atinge praias do <strong>Caribe, Fl\u00f3rida, M\u00e9xico<\/strong> e outras regi\u00f5es do Atl\u00e2ntico tropical. Para os cientistas, o fen\u00f4meno representa um novo desafio ambiental global.<\/p>\n\n\n\n<p>A NASA destaca que, por se tratar de um evento relativamente recente, ainda h\u00e1 muitas incertezas sobre seu comportamento futuro. <strong>O crescimento cont\u00ednuo do sarga\u00e7o exige monitoramento constante e estrat\u00e9gias internacionais de mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong>, antes que os impactos se tornem irrevers\u00edveis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os meses de janeiro e mar\u00e7o, todos os anos, pequenas massas de sarga\u00e7o, algas do g\u00eanero Sargassum, t\u00edpicas de regi\u00f5es tropicais e subtropicais, come\u00e7am a se formar no Oceano Atl\u00e2ntico.&nbsp; Com o avan\u00e7o da primavera no Hemisf\u00e9rio Norte, essas forma\u00e7\u00f5es crescem rapidamente e d\u00e3o origem a um fen\u00f4meno impressionante, uma extensa \u201cfaixa de terra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":13294,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1524,70,339,1523,1522],"class_list":["post-13291","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-algas","tag-nasa","tag-oceano","tag-oceano-atlantico","tag-sargaco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13291"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13295,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13291\/revisions\/13295"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}