{"id":14331,"date":"2026-02-01T15:16:00","date_gmt":"2026-02-01T18:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=14331"},"modified":"2026-01-29T11:51:35","modified_gmt":"2026-01-29T14:51:35","slug":"professora-da-ufrj-faz-6-pessoas-tetraplegicas-voltarem-a-andar-com-injecao-milagrosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/professora-da-ufrj-faz-6-pessoas-tetraplegicas-voltarem-a-andar-com-injecao-milagrosa\/","title":{"rendered":"Professora da UFRJ faz 6 pessoas tetrapl\u00e9gicas voltarem a andar com inje\u00e7\u00e3o milagrosa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Les\u00f5es na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irrevers\u00edveis.<strong> Quando os neur\u00f4nios s\u00e3o rompidos, o corpo tem pouca capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, e a paralisia costuma se tornar permanente.<\/strong> Um avan\u00e7o liderado por uma cientista brasileira, no entanto, vem mudando esse cen\u00e1rio e colocando o Brasil no centro das discuss\u00f5es globais sobre regenera\u00e7\u00e3o neural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A bi\u00f3loga Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenou o desenvolvimento da polilaminina, uma prote\u00edna experimental capaz de estimular a reconex\u00e3o de neur\u00f4nios danificados.<\/strong> O composto j\u00e1 foi aplicado em pacientes com les\u00f5es graves na medula espinhal e apresentou resultados in\u00e9ditos: <strong>seis pessoas tetrapl\u00e9gicas voltaram a andar, enquanto outros pacientes recuperaram movimentos e sensibilidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho, <strong>constru\u00eddo ao longo de quase tr\u00eas d\u00e9cadas de pesquisa, \u00e9 considerado um dos avan\u00e7os mais relevantes da medicina brasileira<\/strong> nos \u00faltimos anos e chegou a ser citado nas redes sociais e por especialistas como <strong>potencial candidato ao<\/strong> <strong>Pr\u00eamio Nobel de Medicina<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona a polilaminina<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A polilaminina \u00e9 uma mol\u00e9cula inspirada em prote\u00ednas presentes no desenvolvimento embrion\u00e1rio<\/strong>, respons\u00e1veis por auxiliar na conex\u00e3o entre neur\u00f4nios. Segundo a equipe da UFRJ, o composto pode ser obtido a partir de prote\u00ednas extra\u00eddas da placenta humana e aplicado diretamente no local da les\u00e3o medular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica,<strong> a subst\u00e2ncia atua como uma esp\u00e9cie de \u201ccola biol\u00f3gica\u201d, ajudando a reconstruir os circuitos nervosos danificados<\/strong>. A aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por inje\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o afetada, com o <strong>objetivo de estimular o crescimento dos ax\u00f4nios, estruturas respons\u00e1veis pela transmiss\u00e3o dos impulsos nervosos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os primeiros testes em humanos surpreenderam a comunidade cient\u00edfica.<strong> Pacientes com quadros considerados irrevers\u00edveis apresentaram recupera\u00e7\u00e3o parcial ou total de movimentos e sensibilidade<\/strong>, algo raro em les\u00f5es medulares graves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos resultados promissores, <strong>o tratamento ainda est\u00e1 em fase experimental e depende de novas etapas regulat\u00f3rias antes de ser disponibilizado em larga escala.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pacientes que recuperaram movimentos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os casos acompanhados pela equipe m\u00e9dica est\u00e1 o de <strong>Luiz Fernando Mozer<\/strong>, de 37 anos, que sofreu uma les\u00e3o medular durante uma apresenta\u00e7\u00e3o de motocross no Esp\u00edrito Santo<strong>. Menos de 48 horas ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da polilaminina, ele voltou a sentir os membros inferiores e conseguiu contrair m\u00fasculos da coxa e da regi\u00e3o anal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro paciente, de 35 anos, tratado no Rio de Janeiro ap\u00f3s uma queda de moto, <strong>apresentou movimentos no p\u00e9 e recupera\u00e7\u00e3o parcial da sensibilidade nas pernas. <\/strong>Os procedimentos foram realizados pelo neurocirurgi\u00e3o Bruno Alexandre C\u00f4rtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m se destaca o caso de <strong>Bruno Drummond de Freitas<\/strong>, de 31 anos, <strong>diagnosticado com tetraplegia, que conseguiu voltar a andar ap\u00f3s o tratamento. <\/strong>Outros pacientes, como <strong>Diogo Barros Brollo<\/strong>, de 35 anos, e um jovem de 24 anos v\u00edtima de um acidente em uma cachoeira no Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m <strong>apresentaram respostas positivas, com retomada de movimentos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao todo, ao menos <strong>16 brasileiros j\u00e1 obtiveram na Justi\u00e7a autoriza\u00e7\u00e3o para receber a aplica\u00e7\u00e3o experimental<\/strong>, e parte deles apresentou melhora funcional significativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pesquisa, rotina e pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tatiana Sampaio integra o Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da UFRJ e lidera uma equipe de cerca de 15 pesquisadores.<\/strong> Aos 59 anos, ela concilia a rotina intensa de laborat\u00f3rio com a vida pessoal. M\u00e3e de dois filhos, tamb\u00e9m acolhe em casa uma jovem \u00f3rf\u00e3 do Maranh\u00e3o. A cientista afirma que dorme cerca de seis horas por noite e n\u00e3o mant\u00e9m redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAcho que redes sociais mobilizam muito a pessoa e criam expectativas irreais. Prefiro a vida real. Viver sempre ser\u00e1 minha primeira op\u00e7\u00e3o\u201d, declarou em entrevista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa j\u00e1 teve a <strong>fase 1 dos testes cl\u00ednicos aprovada pela Anvisa<\/strong>, etapa voltada \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a do tratamento. Agora, <strong>o desafio \u00e9 avan\u00e7ar para as pr\u00f3ximas fases, que devem comprovar a efic\u00e1cia em maior escala.<\/strong>Segundo a equipe, <strong>o investimento necess\u00e1rio para que o medicamento chegue ao mercado gira em torno de R$ 28 milh\u00f5es.<\/strong> O desenvolvimento ocorre em parceria com o laborat\u00f3rio brasileiro Crist\u00e1lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Les\u00f5es na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irrevers\u00edveis. Quando os neur\u00f4nios s\u00e3o rompidos, o corpo tem pouca capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, e a paralisia costuma se tornar permanente. 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