{"id":17391,"date":"2026-03-03T13:53:53","date_gmt":"2026-03-03T16:53:53","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=17391"},"modified":"2026-03-03T13:54:01","modified_gmt":"2026-03-03T16:54:01","slug":"a-partir-de-abril-governo-dara-30-a-mais-no-salario-de-quem-trabalha-com-isso-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/a-partir-de-abril-governo-dara-30-a-mais-no-salario-de-quem-trabalha-com-isso-no-brasil\/","title":{"rendered":"A partir de abril, Governo dar\u00e1 30% a mais no sal\u00e1rio de quem trabalha com isso no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Trabalhadores que utilizam motocicleta como parte essencial da rotina profissional v\u00e3o passar a receber um refor\u00e7o no contracheque. A partir de 3 de abril de 2026, entra em vigor uma regra que garante adicional de periculosidade de 30% sobre o sal\u00e1rio-base para quem trabalha de moto de forma habitual em vias p\u00fablicas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida decorre da Portaria n\u00ba 2.021\/2025 do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego e refor\u00e7a um direito que j\u00e1 existia na legisla\u00e7\u00e3o, mas que agora passa a ter fiscaliza\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida e aplica\u00e7\u00e3o uniforme em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem tem direito ao adicional de periculosidade para quem trabalha de moto<\/h2>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio est\u00e1 previsto no artigo 193 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho, alterado pela Lei n\u00ba 12.997\/2014, que incluiu o uso de motocicleta entre as atividades consideradas perigosas. A regra vale para trabalhadores contratados pelo regime CLT que utilizam a moto de forma frequente por exig\u00eancia da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o inclu\u00eddos motoboys, entregadores, mototaxistas com v\u00ednculo formal, t\u00e9cnicos de manuten\u00e7\u00e3o, vendedores externos e promotores que usam motocicleta diariamente para cumprir tarefas. O uso eventual n\u00e3o gera direito, assim como o simples trajeto entre casa e trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O adicional corresponde a 30% do sal\u00e1rio-base e n\u00e3o inclui comiss\u00f5es, gratifica\u00e7\u00f5es ou pr\u00eamios, salvo previs\u00e3o mais favor\u00e1vel em acordo coletivo. Mesmo quando a moto \u00e9 do pr\u00f3prio trabalhador, o direito permanece, pois o crit\u00e9rio \u00e9 o risco da atividade, n\u00e3o a posse do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o da periculosidade costuma depender de laudo t\u00e9cnico previsto na Norma Regulamentadora n\u00ba 16. Ainda assim, provas como ordens de servi\u00e7o, comprovantes de entrega, registros de deslocamento, mensagens profissionais, reembolsos de combust\u00edvel e testemunhas podem comprovar a exposi\u00e7\u00e3o habitual.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 intensificada e o descumprimento pode gerar multas trabalhistas, a\u00e7\u00f5es judiciais e pagamento retroativo do adicional devido aos empregados em territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhadores que utilizam motocicleta como parte essencial da rotina profissional v\u00e3o passar a receber um refor\u00e7o no contracheque. A partir de 3 de abril de 2026, entra em vigor uma regra que garante adicional de periculosidade de 30% sobre o sal\u00e1rio-base para quem trabalha de moto de forma habitual em vias p\u00fablicas no Brasil. 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