{"id":20226,"date":"2026-03-31T11:42:00","date_gmt":"2026-03-31T14:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=20226"},"modified":"2026-03-31T11:22:30","modified_gmt":"2026-03-31T14:22:30","slug":"mulheres-sofrem-mais-que-os-homens-nessa-fase-da-vida-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/mulheres-sofrem-mais-que-os-homens-nessa-fase-da-vida-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Mulheres sofrem mais que os homens nessa fase da vida, revela estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>A adolesc\u00eancia j\u00e1 \u00e9 um per\u00edodo desafiador, mas, no Brasil, os dados mostram que ela pode ser ainda mais dif\u00edcil para meninas. Um levantamento recente da IBGE revela que adolescentes do sexo feminino apresentam n\u00edveis significativamente mais altos de sofrimento emocional em compara\u00e7\u00e3o aos meninos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2024 aponta que 25% das meninas disseram sentir que \u201ca vida n\u00e3o vale a pena ser vivida\u201d com frequ\u00eancia. Entre os meninos, o \u00edndice \u00e9 de 12%. O dado chama aten\u00e7\u00e3o e refor\u00e7a um cen\u00e1rio mais amplo de vulnerabilidade emocional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tristeza, ansiedade e press\u00e3o social pesam mais para meninas<\/h2>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros mostram que o impacto vai al\u00e9m da sensa\u00e7\u00e3o de desesperan\u00e7a. Cerca de 41% das meninas relataram tristeza frequente, contra 16,7% dos meninos. A vontade de se machucar tamb\u00e9m aparece com mais for\u00e7a entre elas: 43,4% disseram j\u00e1 ter sentido esse impulso, mais que o dobro do registrado entre os garotos.<\/p>\n\n\n\n<p>A irrita\u00e7\u00e3o constante tamb\u00e9m \u00e9 mais comum: atinge 58,1% das adolescentes, enquanto entre meninos o \u00edndice \u00e9 de 27,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para especialistas, esse cen\u00e1rio n\u00e3o pode ser analisado isoladamente. Segundo Gabriela Mora, fatores sociais e culturais ajudam a explicar a diferen\u00e7a. \u201cIsso tudo \u00e9 reflexo de um contexto de desigualdade de g\u00eanero e viol\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os fatores que mais impactam est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>press\u00e3o est\u00e9tica e insatisfa\u00e7\u00e3o com o corpo<\/li>\n\n\n\n<li>maior exposi\u00e7\u00e3o a ass\u00e9dio e viol\u00eancia<\/li>\n\n\n\n<li>cobran\u00e7as sociais e emocionais mais intensas<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra, por exemplo, que 36,1% das meninas est\u00e3o insatisfeitas com o pr\u00f3prio corpo, quase o dobro dos meninos. O estudo refor\u00e7a a import\u00e2ncia de olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade mental na adolesc\u00eancia, especialmente entre meninas. Escola, fam\u00edlia e sociedade t\u00eam papel fundamental na cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os seguros de escuta e acolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que n\u00fameros, os dados revelam uma realidade que precisa ser compreendida \u2014 e enfrentada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A adolesc\u00eancia j\u00e1 \u00e9 um per\u00edodo desafiador, mas, no Brasil, os dados mostram que ela pode ser ainda mais dif\u00edcil para meninas. Um levantamento recente da IBGE revela que adolescentes do sexo feminino apresentam n\u00edveis significativamente mais altos de sofrimento emocional em compara\u00e7\u00e3o aos meninos. 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