{"id":2872,"date":"2025-09-19T10:27:46","date_gmt":"2025-09-19T13:27:46","guid":{"rendered":"https:\/\/variedades.tnh1.com.br\/?p=2872"},"modified":"2025-09-19T10:27:52","modified_gmt":"2025-09-19T13:27:52","slug":"cientistas-tentam-recriar-animais-extintos-ha-milhares-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/cientistas-tentam-recriar-animais-extintos-ha-milhares-de-anos\/","title":{"rendered":"Cientistas tentam recriar animais extintos h\u00e1 milhares de anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de trazer de volta esp\u00e9cies que desapareceram h\u00e1 s\u00e9culos ou mil\u00eanios j\u00e1 n\u00e3o pertence apenas ao campo da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Projetos de desextin\u00e7\u00e3o v\u00eam ganhando espa\u00e7o em laborat\u00f3rios ao redor do mundo, e, nesta semana, a empresa americana de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou um feito in\u00e9dito, <strong>o nascimento de tr\u00eas filhotes de lobo pr\u00e9-hist\u00f3rico, esp\u00e9cie que desapareceu h\u00e1 aproximadamente 12.500 anos<\/strong>. O resultado foi descrito como o primeiro caso bem-sucedido de \u201cressurrei\u00e7\u00e3o\u201d de um animal extinto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe iniciou o processo <strong>extraindo DNA de f\u00f3sseis do lobo-terr\u00edvel<\/strong>, esp\u00e9cie temida no per\u00edodo do Pleistoceno. A partir da montagem dos genomas e da compara\u00e7\u00e3o com outros can\u00eddeos, como lobos, chacais e raposas, os cientistas identificaram variantes espec\u00edficas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas informa\u00e7\u00f5es foram aplicadas em c\u00e9lulas de lobo-cinzento, que passaram por clonagem e, posteriormente, foram transferidas para \u00f3vulos. O resultado: tr\u00eas filhotes geneticamente quase id\u00eanticos ao animal extinto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas, contudo, lembram que os novos indiv\u00edduos n\u00e3o s\u00e3o uma r\u00e9plica perfeita. \u201cEles s\u00e3o 99,9% equivalentes a um lobo, com algumas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas semelhantes ao lobo-terr\u00edvel original\u201d, explicou Ra\u00fal Gonz\u00e1lez Ittig, professor da Universidade Nacional de C\u00f3rdoba, na Argentina, \u00e0 CNN.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Outras esp\u00e9cies no radar da ci\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do lobo pr\u00e9-hist\u00f3rico, outros animais tamb\u00e9m est\u00e3o sendo estudados pela Colossal e por diferentes iniciativas internacionais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tilacino (lobo-da-Tasm\u00e2nia):<\/strong> extinto em 1936, era um predador nativo da Austr\u00e1lia. Como seu habitat ainda existe, cientistas acreditam que uma eventual reintrodu\u00e7\u00e3o poderia restaurar parte do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico da regi\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mamute-lanoso:<\/strong> desaparecido h\u00e1 cerca de 4 mil anos, est\u00e1 sendo recriado com base no DNA de f\u00f3sseis e no genoma do elefante-asi\u00e1tico, seu parente mais pr\u00f3ximo. Pesquisadores defendem que o retorno da esp\u00e9cie ajudaria a preservar a tundra \u00e1rtica e retardar o degelo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Dod\u00f4:<\/strong> ave s\u00edmbolo da extin\u00e7\u00e3o causada pela a\u00e7\u00e3o humana, desapareceu em 1681 nas Ilhas Maur\u00edcio. Seu papel era crucial na dispers\u00e3o de sementes. A expectativa \u00e9 que sua volta favore\u00e7a a recupera\u00e7\u00e3o das florestas locais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Pombo-passageiro:<\/strong> j\u00e1 foi a ave mais numerosa do planeta, mas foi extinta em 1902. A ONG Revive &amp; Restore trabalha em sua recria\u00e7\u00e3o para restabelecer sua fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica no leste dos Estados Unidos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Touro semelhante ao auroque:<\/strong> na Europa, programas de retrocruzamento buscam recriar a apar\u00eancia e a fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica do bovino extinto em 1627.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bucardo (\u00edbex-dos-piren\u00e9us):<\/strong> Essa subesp\u00e9cie de cabra selvagem foi extinta em 2000, mas chegou a ser clonada em 2003. O filhote sobreviveu apenas sete minutos, tornando-se, ainda assim, o primeiro animal extinto a renascer em laborat\u00f3rio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O futuro da desextin\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos avan\u00e7os, pesquisadores alertam para os dilemas \u00e9ticos e ambientais. O retorno de esp\u00e9cies extintas pode ajudar a restaurar ecossistemas, mas tamb\u00e9m traz incertezas sobre o impacto em ambientes j\u00e1 transformados pela a\u00e7\u00e3o humana. Ainda assim, a ci\u00eancia da desextin\u00e7\u00e3o segue avan\u00e7ando, transformando uma antiga fantasia em possibilidade real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ideia de trazer de volta esp\u00e9cies que desapareceram h\u00e1 s\u00e9culos ou mil\u00eanios j\u00e1 n\u00e3o pertence apenas ao campo da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. 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