{"id":2881,"date":"2025-09-19T10:54:02","date_gmt":"2025-09-19T13:54:02","guid":{"rendered":"https:\/\/variedades.tnh1.com.br\/?p=2881"},"modified":"2025-09-19T10:54:07","modified_gmt":"2025-09-19T13:54:07","slug":"alerta-maximo-da-nasa-detectaram-uma-anomalia-no-fundo-da-antartida-e-nao-sabem-sua-origem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/alerta-maximo-da-nasa-detectaram-uma-anomalia-no-fundo-da-antartida-e-nao-sabem-sua-origem\/","title":{"rendered":"Alerta m\u00e1ximo da NASA: detectaram uma anomalia no fundo da Ant\u00e1rtida e n\u00e3o sabem sua origem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas est\u00e3o diante de um dos maiores enigmas da \u00faltima d\u00e9cada, sinais de r\u00e1dio misteriosos detectados sob o gelo da Ant\u00e1rtida. A descoberta ocorreu durante o experimento <strong>ANITA<\/strong> (Antena Transiente Impulsiva Ant\u00e1rtica), da NASA, que entre 2006 e 2016 lan\u00e7ou bal\u00f5es para estudar <strong>neutrinos<\/strong>, part\u00edculas c\u00f3smicas de alt\u00edssima energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais, no entanto, n\u00e3o se comportavam como neutrinos. Eles pareciam atravessar milhares de quil\u00f4metros de rocha antes de alcan\u00e7ar os detectores, algo imposs\u00edvel segundo o <strong>Modelo Padr\u00e3o da f\u00edsica de part\u00edculas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tentativas de explica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observat\u00f3rios como o <strong>Pierre Auger<\/strong>, na Argentina, e o <strong>IceCube<\/strong>, instalado no gelo ant\u00e1rtico, revisaram mais de uma d\u00e9cada de dados, mas n\u00e3o encontraram evid\u00eancias semelhantes. \u201c\u00c9 um problema interessante porque ainda n\u00e3o temos uma explica\u00e7\u00e3o real, mas sabemos que provavelmente n\u00e3o s\u00e3o neutrinos\u201d, afirmou <strong>Stephanie Wissel<\/strong>, professora de astrof\u00edsica da Universidade Estadual da Pensilv\u00e2nia, co-autora dos estudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as hip\u00f3teses cogitadas est\u00e1 a dos <strong>neutrinos tau<\/strong>, capazes de se regenerar em altas energias. Por\u00e9m, o \u00e2ngulo em que os sinais foram captados, 30 graus abaixo do horizonte, praticamente descarta essa possibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O pr\u00f3ximo passo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem respostas concretas, os cientistas apostam em um novo projeto, o <strong>PUEO<\/strong> (Payload for Ultra-High Energy Observations), detector dez vezes mais sens\u00edvel que o ANITA. Ele sobrevoar\u00e1 a Ant\u00e1rtida em dezembro e pode finalmente revelar se as ondas an\u00f4malas s\u00e3o fruto de um fen\u00f4meno f\u00edsico conhecido ou de algo totalmente novo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEstou animada porque, com o PUEO, teremos melhor sensibilidade e talvez consigamos desvendar esse mist\u00e9rio que j\u00e1 dura anos\u201d, disse Wissel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas est\u00e3o diante de um dos maiores enigmas da \u00faltima d\u00e9cada, sinais de r\u00e1dio misteriosos detectados sob o gelo da Ant\u00e1rtida. A descoberta ocorreu durante o experimento ANITA (Antena Transiente Impulsiva Ant\u00e1rtica), da NASA, que entre 2006 e 2016 lan\u00e7ou bal\u00f5es para estudar neutrinos, part\u00edculas c\u00f3smicas de alt\u00edssima energia. 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