{"id":3234,"date":"2025-09-27T13:05:00","date_gmt":"2025-09-27T16:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/variedades.tnh1.com.br\/?p=3234"},"modified":"2025-09-24T13:21:08","modified_gmt":"2025-09-24T16:21:08","slug":"praia-mais-procurada-do-brasil-corre-risco-de-desaparecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/praia-mais-procurada-do-brasil-corre-risco-de-desaparecer\/","title":{"rendered":"Praia mais procurada do Brasil corre risco de desaparecer"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As praias do Rio de Janeiro s\u00e3o conhecidas mundialmente como s\u00edmbolos do Brasil. Copacabana, Ipanema e Leblon recebem turistas durante o ano inteiro e movimentam a economia local. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, um alerta recente lan\u00e7ado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trouxe preocupa\u00e7\u00e3o: at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, grande parte dessas faixas de areia pode desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avan\u00e7o do mar amea\u00e7a cart\u00f5es-postais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o estudo, o n\u00edvel do mar na Ba\u00eda de Guanabara pode subir, em m\u00e9dia, 78 cent\u00edmetros at\u00e9 2100. Esse aumento \u00e9 suficiente para engolir trechos importantes da orla carioca. Copacabana, por exemplo, pode perder at\u00e9 100 metros de sua faixa de areia, enquanto Ipanema e Leblon devem encolher cerca de 80 metros cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses n\u00fameros acompanham as proje\u00e7\u00f5es do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), da ONU, que estima eleva\u00e7\u00e3o global entre 28 e 98 cent\u00edmetros. No caso do Rio, os impactos seriam ainda mais intensos devido \u00e0s mudan\u00e7as nas correntes e ao aquecimento dos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do preju\u00edzo \u00e0s praias, \u00e1reas de manguezal tamb\u00e9m est\u00e3o amea\u00e7adas. A \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Ambiental de Guapimirim, criada para proteger remanescentes de mangue na Ba\u00eda de Guanabara, corre risco de submers\u00e3o. Especialistas alertam que as proje\u00e7\u00f5es podem estar at\u00e9 subestimadas, j\u00e1 que o ritmo do aquecimento oce\u00e2nico tem superado a m\u00e9dia hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Situa\u00e7\u00f5es semelhantes j\u00e1 acontecem em outros pa\u00edses. Miami (EUA), Barcelona (Espanha) e a Costa Dourada (Austr\u00e1lia) enfrentam recuo de suas praias. Em alguns locais, a perda chega a 4,5 metros de areia por ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo do Rio afirma acompanhar os impactos clim\u00e1ticos e estuda medidas de adapta\u00e7\u00e3o. Mas o estudo da UFRJ refor\u00e7a: sem mudan\u00e7as urgentes, os \u00edcones do litoral carioca podem deixar de existir para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As praias do Rio de Janeiro s\u00e3o conhecidas mundialmente como s\u00edmbolos do Brasil. 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