{"id":5993,"date":"2025-10-25T12:29:32","date_gmt":"2025-10-25T15:29:32","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=5993"},"modified":"2025-10-24T12:37:44","modified_gmt":"2025-10-24T15:37:44","slug":"nem-portugal-nem-italia-brasileiros-estao-lutando-para-conseguir-cidadania-desse-pais-da-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/nem-portugal-nem-italia-brasileiros-estao-lutando-para-conseguir-cidadania-desse-pais-da-africa\/","title":{"rendered":"Nem Portugal, nem It\u00e1lia: brasileiros est\u00e3o lutando para conseguir cidadania desse pa\u00eds da \u00c1frica"},"content":{"rendered":"\n<p>Cada vez mais brasileiros negros buscam resgatar suas ra\u00edzes africanas, mas encontram um obst\u00e1culo comum: a falta de registros sobre seus antepassados, resultado do apagamento hist\u00f3rico durante a escravid\u00e3o. Para muitos, a solu\u00e7\u00e3o tem sido recorrer a testes de DNA, que ajudam a identificar a regi\u00e3o de origem de seus antepassados subsaarianos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Benin, pa\u00eds da costa ocidental da \u00c1frica, lan\u00e7ou em 2024 um programa de cidadania destinado a afrodescendentes do mundo todo com ascendentes deportados durante o tr\u00e1fico negreiro. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Benin abre portas para descendentes de africanos escravizados<\/h2>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 interpretada como um gesto de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, al\u00e9m de uma estrat\u00e9gia para atrair turistas, talentos e investimentos. Entre os beneficiados est\u00e3o a fil\u00f3sofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara, enquanto figuras como Lauryn Hill e Spike Lee foram convidadas como embaixadores da di\u00e1spora.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, muitos afrodescendentes n\u00e3o possuem documentos que comprovem sua ancestralidade, j\u00e1 que registros foram destru\u00eddos ao longo do tempo, como a queima de arquivos de compra e venda de escravizados ordenada por Rui Barbosa em 1890. Por isso, o teste gen\u00e9tico tornou-se um recurso importante, com an\u00e1lise feita por laborat\u00f3rios especializados e custo m\u00e9dio de R$ 300.<\/p>\n\n\n\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o da cidadania beninense pode ser feita online, pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de 100 d\u00f3lares. O processo, segundo o governo do Benin, leva cerca de tr\u00eas meses para ser conclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas ressaltam que o movimento vai al\u00e9m da burocracia. Segundo o soci\u00f3logo Alex Vargem, a iniciativa ajuda a resgatar identidades apagadas pelo tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico: \u201cOs afro-brasileiros sabem que vieram da \u00c1frica, mas raramente conhecem de onde. Isso toca feridas abertas do per\u00edodo da escravid\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A cidadania permite morar no pa\u00eds e obter passaporte beninense, oferecendo uma conex\u00e3o simb\u00f3lica e cultural com as pr\u00f3prias ra\u00edzes africanas, mesmo sem direito imediato a voto, que exige resid\u00eancia m\u00ednima de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Informa\u00e7\u00f5es: BBC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez mais brasileiros negros buscam resgatar suas ra\u00edzes africanas, mas encontram um obst\u00e1culo comum: a falta de registros sobre seus antepassados, resultado do apagamento hist\u00f3rico durante a escravid\u00e3o. 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