{"id":6962,"date":"2025-11-04T14:29:01","date_gmt":"2025-11-04T17:29:01","guid":{"rendered":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/?p=6962"},"modified":"2025-11-05T15:21:44","modified_gmt":"2025-11-05T18:21:44","slug":"apos-devastar-a-jamaica-furacao-melissa-avanca-sobre-novo-pais-mais-proximo-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tnh1.audiencelabs.com.br\/apos-devastar-a-jamaica-furacao-melissa-avanca-sobre-novo-pais-mais-proximo-do-brasil\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s devastar a Jamaica, furac\u00e3o Melissa avan\u00e7ou sobre novo pa\u00eds mais pr\u00f3ximo do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O furac\u00e3o <strong>Melissa<\/strong> segue provocando destrui\u00e7\u00e3o no Caribe e gerando alertas em toda a regi\u00e3o. Ap\u00f3s <strong>devastar a Jamaica na \u00faltima ter\u00e7a-feira (28)<\/strong>, o sistema avan\u00e7ou sobre <strong>Cuba na quarta (29)<\/strong>, impulsionado por <strong>\u00e1guas oce\u00e2nicas excepcionalmente quentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em poucas horas, a tempestade se intensificou e alcan\u00e7ou a <strong>categoria 5<\/strong>, o n\u00edvel m\u00e1ximo na escala Saffir-Simpson, caracterizado por ventos extremos e potencial de destrui\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um dos furac\u00f5es mais fortes do Atl\u00e2ntico<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com a ag\u00eancia AFP, na manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira o furac\u00e3o Melissa apresentava <strong>ventos de 110 km\/h<\/strong>. Em apenas 24 horas, a velocidade <strong>dobrou para 225 km\/h<\/strong>, tornando-o um dos furac\u00f5es de intensifica\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida nesta temporada, o quarto caso semelhante registrado no Atl\u00e2ntico em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o n\u00famero de furac\u00f5es, mas a velocidade com que se tornam extremamente potentes\u201d, explicou <strong>Kerry Emanuel<\/strong>, meteorologista e climatologista do <strong>MIT<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o especialista, embora n\u00e3o seja poss\u00edvel atribuir um evento isolado diretamente ao aquecimento global, as <strong>tend\u00eancias de longo prazo<\/strong> apontam para mudan\u00e7as significativas no comportamento dessas tempestades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tipo de intensifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida pode ser uma marca coletiva das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Calor recorde do oceano alimenta a tempestade<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Dados da <strong>Climate Central<\/strong> mostram que as \u00e1guas do Atl\u00e2ntico onde o furac\u00e3o Melissa se formou estavam <strong>1,4\u00b0C acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica<\/strong>, um cen\u00e1rio 500 vezes mais prov\u00e1vel de ocorrer devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO aquecimento do mar fornece mais energia para as tempestades. Estimamos que furac\u00f5es como o Melissa possam gerar entre 25% e 50% mais chuva por causa do aquecimento global\u201d, explicou o climatologista <strong>Daniel Gilford<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>lentid\u00e3o da tempestade<\/strong>, que se desloca a apenas <strong>5 km\/h<\/strong>, agrava ainda mais os impactos. Em algumas \u00e1reas da Jamaica, os acumulados de chuva podem chegar a <strong>65 cent\u00edmetros<\/strong>, provocando inunda\u00e7\u00f5es severas e deslizamentos de terra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma nova era de tempestades estagnadas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para a meteorologista <strong>Jill Trepanier<\/strong>, da Universidade Estadual da Louisiana (EUA), o furac\u00e3o Melissa representa \u201cuma amea\u00e7a constante e recorrente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explica que tempestades desse tipo costumam perder for\u00e7a \u00e0 medida que misturam \u00e1guas frias das camadas profundas do oceano, o que n\u00e3o ocorreu desta vez. \u201cMelissa se intensificou no mesmo ponto por dias, o que indica que o calor do oceano penetrou em grandes profundidades, impedindo o resfriamento natural. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o assustadora e sem precedentes\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-climatologista da <strong>NOAA<\/strong>, <strong>James Kossin<\/strong>, tamb\u00e9m observou um aumento na frequ\u00eancia dessas <strong>tempestades lentas<\/strong>. Segundo ele, o r\u00e1pido aquecimento das regi\u00f5es polares, conhecido como <strong>amplifica\u00e7\u00e3o \u00e1rtica<\/strong>, pode estar enfraquecendo os ventos que normalmente deslocam os ciclones, fazendo-os permanecer mais tempo sobre uma mesma regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos no Caribe e reflexos no Brasil com o furac\u00e3o Melissa<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Com ventos de at\u00e9 <strong>300 km\/h<\/strong> e <strong>press\u00e3o m\u00ednima de 892 hPa<\/strong>, o furac\u00e3o Melissa j\u00e1 figura entre os <strong>mais intensos da hist\u00f3ria do Atl\u00e2ntico Norte<\/strong>. O sistema provocou mortes, destrui\u00e7\u00e3o e evacua\u00e7\u00f5es em massa na Jamaica e em Cuba, levando ao fechamento de portos, aeroportos e servi\u00e7os essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens captadas por \u201cca\u00e7adores de furac\u00f5es\u201d da NOAA mostram o <strong>olho do ciclone<\/strong> com impressionante nitidez, uma calmaria aparente cercada por <strong>paredes de nuvens violentas<\/strong> e rajadas devastadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Melissa <strong>n\u00e3o atinja diretamente o Brasil<\/strong>, seus <strong>efeitos indiretos<\/strong> j\u00e1 come\u00e7am a ser sentidos no Norte do pa\u00eds. A circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica associada ao furac\u00e3o, somada ao <strong>aquecimento an\u00f4malo da Zona de Converg\u00eancia Intertropical (ZCIT)<\/strong>, deve provocar <strong>chuvas intensas e frequentes<\/strong> em estados como <strong>Amap\u00e1, Par\u00e1, Roraima e Amazonas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias pr\u00e1ticas incluem risco de <strong>alagamentos<\/strong>, <strong>ressaca no litoral<\/strong> e <strong>impactos na agricultura e na energia<\/strong>, especialmente com o solo encharcado e a dificuldade de escoamento de safras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um alerta para o futuro<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes: o furac\u00e3o Melissa n\u00e3o \u00e9 um evento isolado, mas um <strong>sinal das novas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas globais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com mares cada vez mais quentes, a tend\u00eancia \u00e9 de <strong>menos ciclones por temporada<\/strong>, por\u00e9m <strong>mais intensos e destrutivos<\/strong>. \u201cEventos como o Melissa mostram que estamos diante de uma nova realidade clim\u00e1tica\u201d, conclui Trepanier. \u201cO desafio agora \u00e9 adaptar sociedades inteiras para resistir a ela.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O furac\u00e3o Melissa segue provocando destrui\u00e7\u00e3o no Caribe e gerando alertas em toda a regi\u00e3o. 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