{"id":9212,"date":"2025-12-06T12:14:00","date_gmt":"2025-12-06T15:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/variedades.tnh1.com.br\/?p=9212"},"modified":"2025-12-01T12:11:59","modified_gmt":"2025-12-01T15:11:59","slug":"especialistas-revelam-o-melhor-restaurante-do-rj-para-comer-um-prato-feito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/especialistas-revelam-o-melhor-restaurante-do-rj-para-comer-um-prato-feito\/","title":{"rendered":"Especialistas revelam o melhor restaurante do RJ para comer um prato-feito"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O prato-feito pode at\u00e9 existir em todo o Brasil, mas no Rio de Janeiro ele ganhou identidade pr\u00f3pria<\/strong>, e um sabor inconfund\u00edvel. Parte disso vem do <strong>feij\u00e3o preto, considerado por muitos cariocas o \u201cverdadeiro feij\u00e3o que o carioca come\u201d<\/strong>, em contraste com o feij\u00e3o marrom conhecido no resto do pa\u00eds como \u201cfeij\u00e3o carioca\u201d. Do galeto de brasa \u00e0 feijoada, cada esquina guarda uma hist\u00f3ria que costuma chegar \u00e0 mesa em forma de um bom PF. Mas onde est\u00e3o os melhores?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para responder, <em>O GLOBO<\/em> reuniu 46 personalidades, entre chefs, jornalistas, artistas e influenciadores, que revelaram seus cinco endere\u00e7os preferidos. <strong>O resultado \u00e9 uma <a href=\"https:\/\/infograficos.oglobo.globo.com\/rio\/top10-pratos-feitos-rio-de-janeiro.html?_gl=1*12r2loz*_ga*Wnh3OU84ZG9IYW54UktEZ0hxaW9weDBpUllOUWxCbDdoaTR6cmsyNGRGSWVINnZ3al9mQ005Y3RDdmhWcW9sSA..*_ga_SL5WEXQ2G6*MTc2NDYwMDQxNC4xNi4xLjE3NjQ2MDA0MjEuMC4wLjA.\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/infograficos.oglobo.globo.com\/rio\/top10-pratos-feitos-rio-de-janeiro.html?_gl=1*12r2loz*_ga*Wnh3OU84ZG9IYW54UktEZ0hxaW9weDBpUllOUWxCbDdoaTR6cmsyNGRGSWVINnZ3al9mQ005Y3RDdmhWcW9sSA..*_ga_SL5WEXQ2G6*MTc2NDYwMDQxNC4xNi4xLjE3NjQ2MDA0MjEuMC4wLjA.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lista<\/a> saborosa com os 50 melhores restaurantes de Norte a Sul, celebrando a simplicidade e a tradi\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria carioca.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ranking pode ser explorado em uma ferramenta digital onde cada leitor monta seu pr\u00f3prio top 10 e compartilha nas redes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bar da Frente lidera a lista<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No topo est\u00e1 o Bar da Frente, na Pra\u00e7a da Bandeira, Zona Norte. O espa\u00e7o \u00e9 pequeno, mas acolhedor. Numa ensolarada quarta-feira, at\u00e9 turistas da Est\u00f4nia preferiram o PF a um dia de praia. O engenheiro Kaupo Kulo, morador do Rio h\u00e1 17 anos, levou os primos para provar:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sou praticamente vizinho do bar. Eles vieram provar o arroz de puta pobre. \u00c9 um prato bem Brasil pra mim&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O prato combina arroz, lingui\u00e7a, panceta, cebola, batata palha e ovo frito. Na mesa deles tamb\u00e9m havia o PF de vaca atolada, com costela e aipim em molho encorpado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dona, Mariana Rezende, lembra que o card\u00e1pio foi criado ao lado da m\u00e3e, j\u00e1 falecida, mas o segredo continua em casa:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu sirvo pros outros a comida que eu gostaria de comer. Eu falo muito isso no meu bar. Somos seres humanos e tem dias e dias. \u00c0s vezes um cozinheiro est\u00e1 de mau humor, mas eu falo, \u2018cara, olha s\u00f3, voc\u00ea ia gostar de ser servido assim? N\u00e3o. Ent\u00e3o, vamos fazer o melhor\u2019&#8221;, diz Mariana, emocionada ao ver o bar no topo do p\u00f3dio. &#8220;Tem muito PF bom no Rio, e \u00e9 muito dif\u00edcil revolucionar, as op\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito semelhantes. Mas acho que tem que ter fartura, sabor, tempero. O simples bem feito&#8221;, defende.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Baixela garante o segundo lugar<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo atr\u00e1s vem o Baixela, pertinho do Posto 6, em Copacabana. Um recanto atr\u00e1s de um port\u00e3o gradeado, com mesas na cal\u00e7ada e vista para o vai e vem do bairro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu e o Rodrigo sempre trabalhamos em restaurante. A ideia era fazer um com pre\u00e7o justo e comida de qualidade&#8221;, explica Jo\u00e3o Jos\u00e9 Holanda, s\u00f3cio ao lado de Rodrigo Tavares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O PF mais emblem\u00e1tico \u00e9 o frango \u00e0 parmegiana com sobrecoxa desossada e queijo ma\u00e7aricado, servido com arroz e pur\u00ea ou fritas (R$ 42). Quem quiser pode acrescentar feij\u00e3o e farofa sem pagar mais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bar do Momo fecha o p\u00f3dio<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Tijuca, o Bar do Momo, comandado por Antonio Carlos Laffargue, o Toninho, ficou em terceiro. O ambiente \u00e9 de bairro: chaveiro, oficina, barraquinha de camel\u00f4 e nostalgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O card\u00e1pio tem cl\u00e1ssicos como contrafil\u00e9 com fritas (R$ 50), isca de f\u00edgado com pur\u00ea (R$ 35) e o famoso fil\u00e9 de frango com maionese (R$ 25). A carne guisada, receita de fam\u00edlia, \u00e9 servida toda segunda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A gente faz do mesmo jeito que minha m\u00e3e fazia. Tem toda segunda-feira&#8221;, diz Tonh\u00e3o, dono do bar e pai do chef Toninho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o sambista Gabriel da Muda, dono do Bar Miudinho, o Momo \u00e9 refer\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando eu penso em PF, me vem logo o Momo na cabe\u00e7a. A carne de panela \u00e9 a que eu mais gosto. Quando vem com a batata bem corada, ent\u00e3o&#8230;&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma hist\u00f3ria que se mistura \u00e0 do Brasil<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O prato-feito surgiu entre o fim do s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do 20, nas casas de pasto que serviam refei\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e baratas aos trabalhadores. Com a industrializa\u00e7\u00e3o entre 1930 e 1950, se consolidou nas grandes cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com a industrializa\u00e7\u00e3o [&#8230;] cresceu o n\u00famero de oper\u00e1rios, e junto, a demanda por alimenta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e acess\u00edvel fora de casa&#8221;, explica Breno Cruz, professor de Gastronomia da UFRJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o PF \u00e9 quase um s\u00edmbolo carioca, como resume o influenciador Marcos Bonder, do blog \u201cBond Buteco\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sai da praia, pega um PF; depois do futebol, mata um PF antes de ir para casa; vai resolver alguma coisa na rua ou n\u00e3o levou marmita no trabalho, com um PF. \u00c9 mais pr\u00e1tico, despojado, n\u00e3o tem a formalidade de ter a comida toda separada, vem tudo junto.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O prato-feito pode at\u00e9 existir em todo o Brasil, mas no Rio de Janeiro ele ganhou identidade pr\u00f3pria, e um sabor inconfund\u00edvel. Parte disso vem do feij\u00e3o preto, considerado por muitos cariocas o \u201cverdadeiro feij\u00e3o que o carioca come\u201d, em contraste com o feij\u00e3o marrom conhecido no resto do pa\u00eds como \u201cfeij\u00e3o carioca\u201d. Do galeto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":9213,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[980,1023,1024,550],"class_list":["post-9212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-gastronomia","tag-prato-feito","tag-restaurante","tag-rio-de-janeiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9212"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9212\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9215,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9212\/revisions\/9215"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/variedades\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}