Samu realiza mais de 20 mil orientações médicas por telefone à população

12/08/2017 - 07:39 - Atualizado em 12/08/2017 - 07:39
(Crédito: Divulgação)

Na hora em que os alagoanos ligam para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por meio do número 192, e relatam algum acidente de trânsito ou solicitam uma ambulância para o atendimento de um paciente, os primeiros profissionais a atenderem a ligação são os técnicos auxiliares de regulação médica.

Após registrar a solicitação, a ocorrência é encaminhada para a regulação médica, onde o médico do Samu conversa com o paciente e avalia a necessidade do envio de uma Unidade de Suporte Avançado (USA), de uma Unidade de Suporte Básico (USB), de uma motolância ou se o caso pode ser resolvido por orientações durante a própria ligação.

Somente em 2017, entre os meses de janeiro a julho, a Central do Samu Maceió recebeu 277.152 chamadas. Dessas ligações, 30.210 foram transferidas para os médicos reguladores e, dessas solicitações, 20.760 pacientes foram orientados inicialmente pela equipe médica do pronto atendimento, setor responsável pelo deslocamento das ambulâncias até o local solicitado.

Foi o que aconteceu quando uma das atendentes do Samu – que chegam a atender cerca de 150 ligações por turno – recebeu um pedido de socorro de Maria dos Santos, solicitando que uma equipe fosse até a sua residência, ajudar seu filho, Pedro dos Santos. “Quando atendi a chamada, ela aparentava estar muito nervosa, solicitando uma ambulância para prestar socorro ao filho, que estava passando mal, por causa dos sintomas da anemia falciforme”, afirmou Paula Silva, atendente do Samu.

Com a ocorrência devidamente registrada no sistema, a atendente encaminhou o caso para um dos médicos reguladores. “Conversei com a solicitante, que relatou que o jovem de 23 anos apresentava moleza no corpo, leves dores articulares e febre baixa. Percebi que o garoto estava passando por uma crise em decorrência da anemia falciforme”, explicou Maxwell Padilha, médico do Samu.

O médico diz que, primeiramente pediu para a mãe do garoto se acalmar e usar os medicamentos que ele toma diariamente. Informou, ainda, que se o paciente não melhorasse, fosse encaminhado para a unidade de referência. A mãe do garoto, Maria dos Santos, relata que, após a orientação da médica do Samu, conseguiu se acalmar e medicou o filho, que não precisou mais ser levado até uma unidade hospitalar.

Essa foi uma das 300 chamadas, em média, recebidas diariamente durante o plantão de 12 horas dos profissionais médicos do Pronto Atendimento do Samu. Outros casos também chegam até a equipe do Samu, que consegue resolver o problema, pelo telefone, com uma simples orientação e conversa com o paciente.

“O cidadão deve entender que quadros de diarreia, febre baixa, dores articulares, gripe, acidentes com animais peçonhentos, são casos que podem ser solucionados pelas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], nos Ambulatórios 24 Horas ou nos Postos de Saúde dos municípios. Com isso, não há a necessidade do deslocamento das ambulâncias do Samu”, disse o médico do Samu.

Consultas não são feitas pelo telefone - É importante ressaltar que os profissionais do 192 não fazem consultas e nem medicam a população pelo telefone, ainda de acordo com Maxwell Padilha. “Existem situações, como em casos de crises hipertensivas ou glicêmicas, onde perguntamos se o paciente faz uso de algum medicamento para o controle dessas doenças, qual a dosagem e indicamos que ele faça uso da medicação de uso continuo prescrita pelo médico”, salientou.

Para Dárbio Alvim, supervisor do Samu, com as orientações médica feitas pela equipe de regulação do órgão, inúmeras vidas conseguem ser salvar todos os dias. “Quando o médico regulador resolve uma ocorrência, apenas com a orientação, sem a necessidade de deslocar uma ambulância, ele está salvando mais de uma vida em ligação. Com isso, deixamos os veículos do Samu liberados para fazer um atendimento de maior gravidade e que necessita de maiores cuidados”, enfatizou.

Orientações que salvam vidas

As orientações passadas pela equipe médica do Samu trazem resolutividade imediata para o solicitante do atendimento e direcionamento correto dos veículos do órgão para os casos de urgência. Mas existem casos onde são necessárias as duas situações: além da orientação por telefone, o deslocamento da ambulância para o atendimento ao paciente.

“Em casos de paradas cardiorrespiratórias, por exemplo, perguntamos se o solicitante ou alguém no local possui noção de primeiros socorros e que esteja calmo, para fazer a massagem cardíaca, enquanto enviamos uma ambulância em tempo de salvar aquela vida”, enfatizou ainda o médico Maxwell Padilha.

Com engasgos, os profissionais do Samu também podem orientar à população com técnicas para a retirada de um objeto ou alimento que esteja bloqueando as vias aéreas. Nas situações em que as pessoas estão muito nervosas, e não se consegue realizar o procedimento, uma ambulância é enviada para fazer o salvamento.

Quando ligar para o SAMU

Os casos de urgência onde a população deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são situações de intoxicações, afogamentos, acidentes de trânsito, choque elétrico, tentativa de suicídios, casos de queimaduras graves, trabalho de parto onde exista risco de morte da mãe ou do bebê e em acidentes com produtos perigosos.