Yasmin Gregorio*
Junho chegou e, com ele, o período mais aguardado por muita gente no Nordeste. É o mês das bandeirinhas nas ruas, das comidas à base de milho, do forró e das quadrilhas que lotam arraiais em cidades de todos os tamanhos. Mas o que pouca gente sabe é que essa tradição tão presente na cultura nordestina nasceu do outro lado do oceano, há centenas de anos.
As festas juninas têm origem em antigos festejos realizados na Europa e foram ganhando novos significados ao longo do tempo. Quando chegaram ao Brasil, trouxeram costumes que acabaram se misturando às tradições locais e ajudaram a construir o São João que conhecemos hoje.
A própria quadrilha junina é um exemplo disso. Inspirada em danças de salão francesas, ela deixou os palácios e ganhou as ruas, os bairros e os arraiais. Com o passar dos anos, incorporou elementos da cultura popular brasileira e se tornou uma das principais marcas das festas de São João no Nordeste.
Hoje, as quadrilhas vão muito além da brincadeira. Os grupos investem em figurinos, cenários, coreografias e espetáculos que mobilizam centenas de pessoas. Além de preservar tradições, movimentam a economia e geram trabalho para profissionais de diversas áreas durante o período junino.
É justamente essa história que começa a ser contada na série especial "Da Europa ao Sertão: como se faz um São João", exibida pelo Fique Alerta, da TV Pajuçara. Ao longo de cinco episódios, a repórter Mônica Ermírio percorre as origens dos festejos juninos, mostra como as quadrilhas se transformaram ao longo dos anos e revela a importância dessa tradição para a cultura nordestina.
No primeiro episódio, a reportagem volta às origens do São João e acompanha os bastidores da quadrilha Luar do Sertão, uma das mais tradicionais de Alagoas e que completa 40 anos em 2026. A série também vai abordar os impactos culturais, sociais e econômicos do período junino, além das histórias de quem dedica boa parte da vida a manter essa tradição viva.
Confira a reportagem completa:
*Estagiária sob supervisão
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