Acusado de matar advogado por engano é condenado a mais de 24 anos de prisão

Publicado em 01/06/2022, às 08h18
O promotor de Justiça Antônio Villas Boas esteve à frente da acusação | Foto: Ascom MPE -

TNH1 com Ascom MPE

Antônio Wendell Guarnieir, acusado de matar o advogado Nudson Harley Mares de Freitas, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão, em regime fechado. O júri, presidido pela juíza Lívia Matos, foi realizado nessa terça-feira (31) e durou 12 horas.

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De acordo com as investigações, o advogado Nudson Harley foi morto por engano no lugar do juiz aposentado Marcelo Tadeu.   O crime ocorreu em julho de 2009, no bairro de Mangabeiras, em Maceió.

Para o promotor de Justiça Antônio Villas Boas, que esteve à frente da acusação, a pena atende às expectativas.  “O réu foi condenado a uma pena de 24 anos e seis meses, por crime triplamente qualificado: mediante paga; perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que foi surpreendida pelos seus algozes quando estava em uma ligação num telefone público localizado em frente à Farmácia São Luiz, na rua João Davino, bairro Mangabeiras”, enfatiza Villas Boas.

Consta nos autos que o advogado mineiro teria morrido por engano, em lugar do juiz aposentado Marcelo Tadeu. A vítima estava em Alagoas a trabalho e foi executada quando falava de um orelhão. Segundo o promotor Villas Boas, a defesa tentou derrubar as qualificadoras, inclusive apontando que se dispôs a ser ouvido em delação premiada.

“O conselho de Justiça refutou a tese de defesa que apelou para que reconhecessem a delação premiada do réu Wendel Guarnieri, mas isso não ocorreu e, finalmente, foi feita a justiça que era tão aguardada pela viúva e os demais parentes. Com a condenação dele, o Ministério Público tem a convicção de que cumpriu o seu papel, promoveu justiça, e hoje a sociedade alagoana está de parabéns”, afirma o promotor Villas Boas.

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