Acusado de matar ex-mulher grávida em Mar Vermelho é condenado a 23 anos de prisão

Publicado em 11/11/2021, às 09h21
Julgamento foi realizado no Fórum de Viçosa, nessa quarta (10). -

Ascom TJ

O Conselho de Sentença da Comarca de Viçosa condenou Daniel Paulo Sant'anna dos Santos a 23 anos e sete meses de reclusão por haver matado a ex-companheira, que estava grávida. A pena também inclui o crime de aborto provocado por terceiro. O júri ocorreu nessa quarta-feira (10), no Fórum da Comarca. Os jurados reconheceram a materialidade do delito de homicídio, além da autoria do crime, não absolvendo o réu. Também reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e de feminicídio.

LEIA TAMBÉM

"O crime foi cometido na presença de um dos filhos do réu com a vítima e que contava com apenas oito anos de idade no momento do fato", afirmou a juíza Juliana Batistela, que conduziu o júri. Na decisão, a magistrada lembrou ainda que o acusado fugiu e não ofereceu qualquer espécie de socorro à vítima. Também não demonstrou arrependimento, "mesmo tendo sua conduta atingido a mãe de seus filhos num momento de gravidez". A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado, e o réu não poderá apelar em liberdade.

O caso - O crime ocorreu em outubro de 2020, no município de Mar Vermelho. De acordo com os autos, o réu esfaqueou a ex-companheira, Ana Paula de Oliveira Santos, na altura do pescoço. A vítima ainda teria tentado correr, mas foi novamente atingida, dessa vez nas costas. Ela estava grávida de três meses. Após o crime, Daniel fugiu, sendo capturado no dia seguinte. Ao ser interrogado, ele confessou o homicídio. Disse que estava atormentado da cabeça e que não sabia que a vítima estava grávida.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Justiça mantém prisão de jovem suspeito de dopar e estuprar colega de escola em Alagoas Justiça mantém preso homem que chutou rosto de filha no Paraná Justiça do RJ condena acusado de matar ator Jeff Machado Defensoria Pública aciona Estado por superlotação e condições degradantes em cadeia de Maceió