Eberth Lins
A advogada Ana Walesca, assassinada a tiros enquanto passeava com o cão de estimação no Benedito Bentes, na parte alta de Maceió, teria sido morta por engano após ser confundida com uma traficante que mantinha uma dívida com a facção criminosa Comando Vermelho.
A informação foi divulgada pelo delegado Igor Diego durante entrevista coletiva realizada no início da tarde desta quinta-feira (20), para esclarecer as circunstâncias do crime.
A execução teria sido encomendada pelo traficante conhecido como Rafinha 99, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho. De acordo com a investigação, ele teria feito uma chamada de vídeo com o executor e determinado que ele praticasse um homicídio contra uma mulher.
Pelo próprio relato, o que aconteceu foi que dois traficantes do Comando Vermelho que estão no Rio de Janeiro fizeram uma ligação de vídeo e determinaram que ele deveria ser o piloto em um homicídio contra uma mulher. A ordem teria sido motivada pelo fato de a mulher, que seria traficante, ter perdido uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína e não ter conseguido repor os valores para a facção. O executor teria recebido uma fotografia da mulher que deveria ser assassinada e seguido até o endereço indicado. Durante a ação, ele permaneceu em uma chamada de vídeo com os mandantes. Ao chegar ao local, porém, o homem teria confundido Ana Walesca com o alvo e efetuado disparos contra ela pelas costas", detalhou o delegado.
Eles responderam que não sabiam e disseram, inclusive, que jamais atentariam contra um familiar de um policial, porque sabem que, no estado de Alagoas, não se brinca com policiais”, declarou o delegado.
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