Agente morto por colega de farda tinha passado em concurso para delegado em Brasília

Publicado em 20/05/2026, às 18h28
- Divulgação

João Arthur Sampaio com TV Pajuçara

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Morto a tiros por um colega de farda na madrugada desta quarta-feira (20), o policial civil de Alagoas, Yago Gomes Pereira, de 33 anos, tinha passado na primeira fase de um concurso para delegado em Brasília (DF), e iria realizar a segunda etapa do certame, para tentar assumir o cargo.

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A informação foi repassada à equipe da TV Pajuçara/RECORD pelo tio de Yago, Luciano Cardoso, que é delegado em Sergipe, estado natal do sobrinho - nascido em Aracaju. O policial também deixou uma filha, que vai completar cinco anos de idade no final deste mês de maio, sem a presença do pai.

Yago e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco, foram assassinados a tiros pelo colega de farda Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61, dentro de uma viatura no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

A Polícia Civil de Alagoas divulgou uma nota de pesar na manhã de hoje. "A instituição reconhece os relevantes serviços prestados pelos agentes à sociedade alagoana, honrando suas trajetórias e contribuições", traz o comunicado publicado nas redes sociais.

Entenda o caso

Gildate foi preso suspeito de matar dois outros agentes da Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia. As vítimas foram identificadas como Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.

De acordo com os primeiros levantamentos, na madrugada, eles estavam em uma viatura e retornavam de uma ocorrência, a caminho da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. O suspeito ocupava o banco traseiro do veículo quando teria entrado em surto e efetuado disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos da frente. Ambos morreram no local.

Prisão em flagrante convertida em preventiva

O policial civil Gildate Goes teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça nesta quarta-feira (20). A decisão trouxe que a imposição de medidas cautelares seria “insuficiente”. Também foi determinado que o autuado permanecesse detido em uma cela separada dos demais detentos, por ser agente de segurança pública.

Além disso, o juiz também determinou que sejam cumpridas diligências como realização do exame toxicológico nas vítimas e no suspeito; perícia no celular do autuado; levantamento e análise de imagens de câmeras de vigilância da região; oitiva de testemunhas que possam ter presenciado os fatos; e uma investigação no estabelecimento comercial onde as bebidas foram consumidas pelos agentes de segurança.

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