Alagoana diz que recebeu R$ 10 mil de sequestro de casal em SP após passar a chave Pix para amigo

Publicado em 11/04/2024, às 15h03
Foto: Ilustrativa/Agência Brasil -

Theo Chaves

A jovem de 25 anos, que mora na parte alta de Maceió, e que foi envolvida a um crime de sequestro no interior de São Paulo, foi ouvida pela Polícia Civil de Alagoas nesta quinta-feira, 11. Ela é suspeita de ter relação com o rapto de um casal, em setembro de 2023, na cidade de Mogi das Cruzes. De acordo com as investigações, a alagoana teria recebido um pix no valor de R$ 10 mil, porém a transferência foi feita pelas vítimas sequestradas por criminosos. 

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A polícia informou que o crime foi descoberto após o casal relatar à polícia que havia sido vítima de sequestro. Segundo os relatos, um grupo de três homens invadiu a residência das vítimas e anunciou o assalto. Eles levaram dinheiro em espécie, um carro e objetos da residência.

Em seguida, os sequestradores mantiveram o casal em um cativeiro, onde fizeram chamadas de vídeo com um quarto comparsa. No local, uma das vítimas foi obrigada a fazer uma transferência via pix no valor de R$10 mil para uma conta fornecida por um dos sequestradores. 

Após o casal relatar o crime à polícia, uma investigação foi instaurada para identificar os suspeitos. Os investigadores conseguiram verificar que a conta fornecida para a transferência pix seria de uma ex-recepcionista de um hotel, que fica localizado na capital alagoana. Três sequestradores foram presos em São Paulo.

Já a mulher que teria recebido a transferência via pix dos criminosos foi ouvida pelo 6º Distrito Policial da Capital (6° DP), atendendo uma carta precatória do Estado de São Paulo. Durante depoimento, ela relatou que havia emprestado a conta para um amigo e que, posteriormente, ele a procurou dizendo que havia entrado R$ 10 mil na conta dela. Esse homem teria solicitado que a jovem enviasse a quantia de R$ 9 mil para outra conta no estado de São Paulo.

A polícia ainda informou que o amigo, um homem de 36 anos, que também mora em Maceió, foi ouvido. Em depoimento, ele disse que havia conhecido um outro homem em um aplicativo de conversa por mensagens, e que esse suspeito havia lhe pedido uma conta para que recebesse um dinheiro via pix. O amigo da jovem ainda relatou que teria pedido o pix dela para poder receber a transferência. 

 “É uma história que não bate, e já alertei aos dois que eles podem ser presos por envolvimento no sequestro. O que alerto é que nunca forneça sua conta PIX a ninguém”, disse o delegado Davino, titular do 6º Distrito Policial da Capital (6° DP). 

Após o cumprimento da carta precatória, o delegado enviou os depoimentos para São Paulo e solicitou à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) que os dois amigos de Maceió sejam investigados.

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