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Alagoano morto na guerra da Ucrânia pediu à mãe que fosse forte em uma de suas últimas mensagens

Publicado em 13/10/2026, às 08h44
Fabrício estava na Ucrânia desde julho de 2025. - Foto: Reprodução

Eberth Lins

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Dias antes de morrer em combate na guerra da Ucrânia, o alagoano Fabrício Duarte, de 25 anos, enviou mensagens à mãe, Maria Sonivalda, e pediu que ela fosse forte caso algo acontecesse com ele. O jovem morreu no último sábado (10), enquanto atuava como combatente estrangeiro em um confronto com soldados russos, no sul do país.

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“Por favor, se acontecer alguma coisa comigo, seja forte”, escreveu Fabrício em uma das mensagens enviadas à mãe. De acordo com Maria Sonivalda, o filho também demonstrou apreensão e disse que sentia que algo estava prestes a acontecer.

“Eu fiz uma chamada de vídeo para ele me ver. Em seguida, ele me mandou uma mensagem dizendo para eu ser forte se acontecesse algo com ele. Disse que estava sentindo que algo estava para acontecer”, relatou a mãe.

Fabrício estava na Ucrânia desde julho de 2025. Segundo familiares, ele sempre sonhou em seguir carreira militar e decidiu ir para o país com o objetivo de ajudar financeiramente a família.

Em outra mensagem de áudio enviada à namorada, ele falou sobre os planos de enviar dinheiro à família. “Fala para a mainha que eu tô na missão, sem meu celular nem nada. Eu chego, acho que amanhã ou depois de amanhã, no máximo dia 13. Vou para casa, vou ao banco, converto o dinheiro e mando para ela”, disse o jovem.

Natural de Olivença, no Sertão de Alagoas, Fabrício morava no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió, antes de viajar para a Ucrânia. 

A mãe lembra do filho com carinho e destaca características de sua personalidade. “Ele protegia muito a família dele, brincava, gostava de esporte”, contou.

Após a morte do filho, Maria Sonivalda faz um apelo às autoridades brasileiras para conseguir o traslado do corpo de Fabrício ao Brasil. “Quero pedir a ajuda das autoridades para que entrem em contato com a embaixada e consigam trazer o corpo do meu filho”, pediu.

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