Trombose: saiba os gatilhos silenciosos que você pode estar ignorando

Publicado em 13/10/2026, às 10h33
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Por CNN Brasil

A trombose venosa profunda, frequentemente associada a pacientes hospitalizados, também pode ocorrer em situações cotidianas, especialmente quando fatores de risco como obesidade e imobilidade se combinam, aumentando a probabilidade de embolia pulmonar.

Estudos recentes indicam que o sedentarismo, embora não seja a única causa, está ligado ao aumento do risco de trombose, especialmente em pessoas com histórico familiar ou condições como câncer e uso de hormônios.

Medidas de prevenção incluem estimular a mobilidade e, em casos de maior risco, a utilização de anticoagulantes, com a necessidade de uma avaliação individualizada para determinar a abordagem mais adequada.

Resumo gerado por IA

Quando se fala em trombose venosa profunda, muita gente ainda imagina um paciente internado, imóvel em uma cama de hospital ou se recuperando de uma grande cirurgia. Esses continuam sendo cenários importantes de risco, mas estão longe de ser os únicos.

A trombose venosa profunda ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas. O problema mais temido na fase aguda acontece quando parte desse trombo se desprende e chega aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar.

O risco, porém, não começa apenas dentro do hospital. Ele pode ser construído pela combinação de condições presentes na vida cotidiana, tratamentos médicos, doenças e características individuais.

Uma viagem longa, por exemplo, geralmente representa risco muito baixo para uma pessoa saudável. A situação muda quando horas de imobilidade se somam a obesidade, cirurgia recente, uso de hormônios, gravidez, câncer, trombofilia ou episódio anterior de trombose.

O problema é a soma dos riscos

Nos últimos anos, passamos cada vez mais tempo sentados. Trabalho diante do computador, home office e longos deslocamentos diminuíram as oportunidades de movimento durante o dia.

É preciso evitar, porém, uma conclusão simplista. Trabalhar sentado não significa que uma pessoa terá trombose. Estudos sobre comportamento sedentário e tromboembolismo venoso apresentam resultados diferentes, embora pesquisas mais recentes indiquem associação entre períodos prolongados de sedentarismo e aumento do risco.

O que sabemos com maior segurança é que a imobilidade prolongada favorece a estase do sangue nas veias das pernas. Por isso, permanecer muitas horas sem se movimentar ganha importância principalmente quando existem outros fatores.

A obesidade é um deles. Idade mais avançada, história pessoal ou familiar de trombose e algumas alterações hereditárias da coagulação também precisam ser consideradas. Na prática, raramente existe uma única explicação. É a soma dos fatores que ajuda a definir quem merece maior atenção.

Hormônios, gravidez, câncer e cirurgia entram nessa conta

Nas mulheres, algumas situações exigem uma avaliação particular. Contraceptivos que contêm estrogênio e determinadas terapias hormonais podem aumentar o risco de trombose. Gravidez e, especialmente, o período após o parto também modificam naturalmente o sistema de coagulação. Isso não significa que toda mulher deva evitar anticoncepcionais ou terapia hormonal. Significa que histórico pessoal e familiar, idade, obesidade, tabagismo e outros fatores precisam ser avaliados antes e durante o tratamento.

O câncer também merece atenção. A própria doença pode favorecer a coagulação, e o risco varia conforme o tipo de tumor, estágio e tratamento. Cirurgias, traumatismos, internações e períodos de imobilização acrescentam outras camadas.

Por isso, a pergunta mais útil nem sempre é “qual foi a causa da trombose?”, mas “quais fatores estavam presentes quando ela aconteceu?”

Essa avaliação também orienta a prevenção. Existem situações em que apenas estimular mobilidade e reduzir períodos prolongados de imobilidade pode ser suficiente. Em pacientes de maior risco, especialmente em determinados períodos de internação ou após algumas cirurgias, pode haver indicação de medidas específicas de prevenção, inclusive medicamentos anticoagulantes. Essa decisão precisa ser individualizada.

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