Alagoas tem 84% de UTIs ocupadas e segue com média superior à recomendada para lockdown

Publicado em 16/03/2021, às 10h25
Foto: Agência Brasil -

Eberth Lins

Passados oito dias do anúncio das medidas mais rígidas para o enfrentamento à Covid-19 no estado, a taxa de ocupação de leitos hospitalares de UTI, um dos principais pontos para nortear ações de controle da transmissão da doença, segue em alta e marcou 84%, segundo a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), na tarde dessa segunda-feira (15).

LEIA TAMBÉM

O número está além da margem de 80%, limite máximo recomendado pelo Consórcio Científico do Comitê Nordeste para adoção do lockdown.

Foto: Reprodução / Sesau 

"Uma preocupação continua sendo a ocupação hospitalar, especialmente os leitos de UTI. Apesar de a oferta continuar subindo, não tem sido suficiente para conter o aumento da taxa de ocupação", frisou o coordenador do Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para Enfrentamento à Covid, Gabriel Bádue, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Boa noite!

Amanhã renovaremos o decreto que regulamenta as medidas de distanciamento social em Alagoas.

Para mais informações acompanhe transmissão pelas redes sociais as 17h.

Vamos vencer esse vírus com trabalho conjunto.

— Renan Filho (@RenanFilho_) March 15, 2021

Nesta terça-feira (16), a partir das 17h, o governador Renan Filho (MDB) vai anunciar as novas medidas para conter a doença e a transmissão ao vivo poderá ser acompanhada no TNH1. Todo o estado deve entrar na fase vermelho-alaranjada, conforme antecipado pelo jornalista Ricardo Mota.

Na prática, a fase representa a manutenção das atuais restrições e também autorização de funcionamento para serviços que estão sendo executados segundo protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias, a exemplo das academias e similares.

Para o Observatório, "novas medidas de ampliação do distanciamento social devem ser implementadas pelo poder público, a fim de evitar o aumento de casos que implicará no aumento da pressão do sistema de saúde, que poderá acarretar seu colapso, situação registrada em várias regiões brasileiras que já registram óbitos 'evitáveis', devido à falta de atendimento e suprimento".

"É fundamental que cada indivíduo entenda e cumpra seu papel. Quanto mais efetivas forem essas ações, maiores serão as chances de reduzirmos a transmissão em um menor intervalo de tempo, o que, além de evitar mais mortes, possibilitará a retomada de diversas atividades que hoje se encontram paralisadas", trouxe o relatório semanal do Observatório, divulgado na tarde de ontem (15).

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Anvisa deve se manifestar nas próximas semanas sobre duas novas rivais do Ozempic Secretaria de Saúde alerta para riscos de desidratação e queimaduras durante o Carnaval Santa Casa suspende atendimentos de obstetrícia para usuários de plano de saúde; veja qual Carnaval: metanol em bebidas liga sinal de alerta nos estados