☰
✕

Alcolumbre afirma que PEC pelo fim da escala 6x1 deve ser votada apenas após eleições

Publicado em 03/09/2026, às 18h51
- Foto: Agência Senado

Extra Online

Ler resumo da notícia

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, nesta quinta-feira (dia 3), que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 deverá ser votada no plenário da Casa apenas após as eleições. A declaração foi feita durante sessão do Senado, ao se dirigir ao senador Paulo Paim (PT-RS), um dos defensores da mudança na jornada de trabalho.

— Dizer para Vossa Excelência e para o Brasil que Vossa Excelência estará votando, após as eleições, o fim da escala 6x1 aqui no Senado Federal — afirmou Alcolumbre.

Ao fazer a declaração, o presidente do Senado frisou que a votação ocorrerá “após as eleições”. Paim não é candidato à reeleição neste ano e, por isso, é certo que não estará na Casa na próxima legislatura.

A fala de Alcolumbre sinaliza que a PEC não será analisada pelo plenário antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, mas não esclarece se a votação poderá ocorrer no intervalo entre os dois turnos. Líderes do governo vinham negociando com o presidente do Senado justamente para que o texto fosse levado ao plenário nesse período. A proposta, contudo, enfrenta resistência da oposição.

Ontem, o líder do PL no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), criticou a possibilidade de uma votação entre os dois turnos. O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a tramitação da PEC passou a integrar a disputa entre os presidenciáveis.

A PEC foi aprovada na quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto estabelece uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de folga e ainda precisa passar por dois turnos de votação no plenário, com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um deles.

O relator da proposta na CCJ, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto numa tentativa de acelerar a tramitação. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e, caso passe pelo Senado sem alterações, poderá ser promulgada pelo Congresso.

A votação no plenário chegou a ser cogitada ainda nesta semana, mas líderes governistas concluíram que não havia segurança sobre os 49 votos necessários. Segundo o líder do PT no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), o governo calcula ter entre 53 e 54 votos favoráveis, mas temia que ausências impedissem a aprovação.

 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Mais Médicos Especialistas oferece 224 vagas imediatas em nova chamada Homem viraliza após harmonização facial; antes e depois surpreende Polícia prende homem sob suspeita de atuar como olheiro de quadrilha que baleou arqueóloga no Leblon Polícia investiga mortes de pelo menos seis bebês em hospital, em São Paulo