Análise: “É assustador o que está acontecendo”

Publicado em 27/05/2026, às 19h47

Flávio Gomes de Barros

Em nome dos direitos humanos, da liberdade e do estado democrático de direito o Brasil avança para se consolidar como uma bagunça institucional.

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A violência e a desagregação social se somam à aniquilação gradativa do conceito clássico de família, naquela que se ufana de ser “a maior nação católica do mundo”.

É, em síntese, a análise de Eurico Borba, escritor, ex-professor da PUC Rio e ex-presidente do IBGE:

 

“É assustador a tranquila naturalidade com que a população brasileira recebe, diariamente, as notícias sobre a violência e a corrupção em nosso país. Acostumou-se com a convivência com o mal, com a anarquia, fatos que se tornaram corriqueiros para as famílias e a sociedade, que não esboçam nenhuma reação. A ‘banalização do mal’.

Parece que esta convivência covarde e amoral passou a fazer parte da maneira de ser do povo brasileiro, que não reage. Continua a eleger uma boa medida de parlamentares medíocres e corruptos, responsáveis pelo o que está acontecendo. Na Democracia, que queremos preservar e aperfeiçoar, o voto é o único instrumento de transformação, de substituição das autoridades responsáveis pela condução da sociedade e pela construção do seu futuro.

O crime organizado saiu das ruas e começa a se instalar nos Poderes da República, nas Instituições Republicanas, nas classes sociais superiores, sem que surja uma reação radical e imediata das autoridades constituídas e do povo.

O Congresso Nacional assiste omisso ao espetáculo dantesco que se desenrola na sociedade. Nada faz de concreto e eficaz para resolver a crise global que nos assola. Parece que tira proveito da anarquia reinante para continuar a se beneficiar da desordem e do descrédito popular com a Política, elegendo, sempre, um contingente de salafrários como representantes do povo. Tudo isso é feito, cinicamente, em nome da defesa do ‘Estado Democrático de Direito’ e da ‘Liberdade’.

Aonde está a maioria silenciosa das cidadãs e cidadãos de bem? Serão as pessoas competentes, intelectualmente bem formadas, éticas e corajosas que, se eleitas, poderão mudar o rumo dos acontecimentos. Essas pessoas estão caladas sem nada fazer. Mexam-se, organizem-se com a finalidade de elegermos, no próximo pleito, as melhores cidadãs e cidadãos.

O Brasil precisa dessa atitude. Serão estas as pessoas que poderão vir a salvar o Brasil do caos. Pessoas competentes, dignas e honestas, aquelas que elaborarão as Leis saneadoras para resgatar o nosso país do desastre histórico para o qual nos dirigimos.

Triste Brasil.”

 

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