Contextualizando

É ineficiência ou má vontade conter a alta criminalidade no Brasil?

Em 3 de Agosto de 2026 às 18:35
Eurico Borba, ex-presidente do IBGE:

"O crime organizado já se insinua nos órgãos governamentais, a ladroagem prospera na vida pública, a violência nas ruas amedronta, o baixo nível de escolaridade impede o progresso, a fuga da escassa mocidade bem formada, para morar e trabalhar no exterior, nos envergonha.

O abandono dos princípios morais dificulta a reação da sociedade, por não mais se ter referências sólidas e comuns para alicerçar ações saneadoras.  Hoje a omissão da população decente está permitindo que o Brasil navegue num 'mar de lama', rumo a um destino desconhecido.

Vivemos uma guerra civil. Não vamos perder esta guerra para a corja que cresce a cada dia. Vamos neutraliza-los ou eliminá-los. Passou a hora de pensar em recuperação social dos bandidos. O momento é de organizar a sociedade para sobreviver ao caos que se alastra pelo país e voltarmos a pensar na construção de um Estado democrático e justo, onde a bandidagem não tenha como progredir e sobreviver.

A omissão das mulheres e dos homens de bem fazem com que a nossa juventude, mal formada intelectualmente, interprete que a esculhambação social e o deboche político são exemplos plenos da democracia, a forma normal de convivência, sem perceber que estão ajudando a conduzir o país para a ditadura dos mais safados e perversos.

Temos condições de reverter o rumo dos acontecimentos. Enquanto a bandidagem é reprimida, com rigor, as pessoas de bem, espontânea e conscientemente, devem tomar a iniciativa de se organizar, de se reunir, em todo o país, com a intenção de eleger as melhores pessoas.

Mulheres e homens patriotas, honestos, competentes, comprometidos a promover o Bem Comum: o Presidente da República, os Governadores, os Senadores e os Deputados.

Deixemos de lado esta nojenta politicagem corrompida, conduzida por Partidos podres, meros balcões de negócio, que promovem os malfeitores e a canalha oportunista, que querem o poder para atender aos seus próprios interesses.

Não é fácil a missão. Talvez seja a última oportunidade para que, democraticamente, se reverta o rumo dos acontecimentos e o Brasil volte a trilhar o caminho da construção de um país democrático, decente, próspero, justo e pacífico."

Gostou? Compartilhe