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Após 150 anos, águia-real pode voltar a habitar a Inglaterra

Publicado em 20/04/2026, às 20h36
- Richard Bartz, Munich aka Makro Freak via Wikimedia Commons

Galileu

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O governo do Reino Unido anunciou o aporte de 1 milhão de libras (cerca de 6,7 milhões de reais) para reintroduzir a águia-real (Aquila chrysaetos) na Inglaterra. Um extenso estudo publicado pela Forestry England aponta a viabilidade da iniciativa.

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“Antes amplamente distribuídas pela Inglaterra e mencionadas mais de 40 vezes por Shakespeare, as águias-reais foram praticamente exterminadas pela perseguição durante a era vitoriana”, explica o comunicado do governo do Reino Unido. “Desde então, apenas alguns poucos casais foram vistos na Inglaterra e a última águia morreu no Lake District em 2016”.

A pesquisa da Forestry England cita oito potenciais “zonas de recuperação” dessas aves. A maior parte fica no norte da Inglaterra. A expectativa é de que animais jovens, com seis a oito semanas de idade, sejam soltos na natureza em 2027.

A águia-real já foi reintroduzida com sucesso no sul da Escócia. Dados de rastreamento via satélite mostram que alguns indivíduos já cruzaram a fronteira com a Inglaterra. Agora, a intenção é possibilitar o retorno definitivo da espécie no país.

“A pesquisa da Forestry England sugere que aves escocesas podem ser vistas em todo o norte da Inglaterra dentro de 10 anos, mas levará mais tempo para que águias-reais reprodutoras se estabeleçam na Inglaterra”, diz o comunicado.

A águia-real é a segunda maior ave de rapina da Grã-Bretanha e pode chegar a dois metros de envergadura. Especialistas apontam que, por ser um predador no topo da cadeia alimentar, esses animais ajudam a manter o ecossistema em equilíbrio. Mesmo assim, nem todo mundo está feliz com as recentes notícias. De acordo com o The Telegraph, produtores de ovelhas acreditam que o retorno da ave representa um risco para seus rebanhos.

“Nossa prioridade será ouvir, trabalhar em parceria e garantir que a recuperação das águias-reais se volte tanto para a natureza quanto para as pessoas que trabalham nesses locais, para que todos possam desfrutar novamente da emoção de ver águias-reais voando alto pelos planaltos do Reino Unido”, diz Cat Barlow, diretora-executiva da Restoring Upland Nature, que está envolvida no projeto.

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