Mais de 100 mil baratas avaliadas em cerca de R$ 700 mil são apreendidas

Publicado em 05/06/2026, às 10h48
Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água da Austrália
Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água da Austrália

Por Extra Online

Mais de 100 mil baratas, avaliadas em cerca de R$ 700 mil, foram apreendidas em Bathurst, Austrália, em uma operação de biossegurança para evitar a introdução de espécies exóticas que podem prejudicar a fauna local.

As baratas, das espécies dubia e de Madagascar, são ilegais no país e, se liberadas, poderiam impactar negativamente a biodiversidade australiana, uma vez que não há estudos sobre seu efeito no meio ambiente local.

O criador das baratas pode enfrentar multas de até R$ 1 milhão e até 10 anos de prisão, enquanto as autoridades alertam sobre as penalidades para quem possui ou comercializa esses insetos, incentivando alternativas legais para alimentação de animais de estimação.

Resumo gerado por IA

Mais de 100 mil baratas foram apreendidas em Bathurst (Novo Gales do Sul, Austrália), em uma operação recorde coordenada pelas autoridades de biossegurança australianas para conter a entrada de animais exóticos ilegais na fauna do país.

Avaliados em cerca de R$ 700 mil, os insetos são das espécies dubia e barata de Madagascar - uma das maiores baratas do mundo. Eles servem de alimento para alguns animais de estimação, como répteis, e provavelmente, seriam vendidos para este consumo. Os animais passarão por eutanásia e serão descartados.

Uma das espécies encontradas, a de Madagascar, está entre as maiores baratas do mundo. Esses invertebrados podem chegar a ter de 5 cm a 8 cm. O grande inseto e a barata dubia, de porte menor, são exóticos na Austrália, ou seja, não fazem parte da fauna do país e, se inseridos na natureza australiana, podem prejudicá-la.

O criador dos animais, que não teve o nome identificado, pode enfrentar multas que podem ultrapassar R$ 1 milhão a 10 anos de prisão, punições fixadas pela Austrália para crimes graves de biossegurança. Segundo o Departamento Federal de Meio Ambiente australiano, as baratas não podem ser importadas, criadas, mantidas ou vendidas legalmente no país.

Para ingressarem no território australiano sem colocar outras espécies em risco, as baratas deveriam ter sido submetidas a uma avaliação de risco ambiental, que analisaria se os insetos colocam em risco os animais nativos ou a flora local. Porém, não há estudos sobre o impacto das espécies na natureza australiana.

“Levamos muito a sério nosso trabalho de proteger a biodiversidade única da Austrália e as violações da legislação ambiental nacional”, afirmou o Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água, em nota.

A pasta frisou ainda: “Estamos vendo criação e comércio ilegais de baratas exóticas e estamos alertando empresas de animais de estimação e donos de animais de estimação. Se for descoberto que você possui, cria ou comercializa baratas exóticas, como as baratas dubia e as baratas sibilantes de Madagascar, elas serão apreendidas e você poderá enfrentar penalidades sob a lei federal.”

O Departamento acredita que as baratas seriam destinadas ao comércio para donos de animais de estimação. As baratas dubia costumam ser consumidas por lagartos, sapos e alguns peixes. Entretanto o Governo Australiano orienta: “Os proprietários de répteis que têm usado baratas dubia como alimentadores são incentivados a buscar alternativas legais, como grilos e baratas de madeira”.

O caso segue sob investigação das autoridades ambientais australianas. A operação teve início em maio.

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