Kirsten Lindsey, de 28 anos, sofreu uma grave lesão genital durante um cruzeiro após um acidente com uma corda de segurança mal conectada, resultando em inchaço significativo e dor intensa, o que exigiu evacuação médica para tratamento adequado.
Após 26 horas de dor e atendimento insuficiente a bordo do navio, o casal decidiu retornar aos EUA, onde Kirsten passou por cirurgias para tratar os ferimentos graves que a deixaram incapacitada para voar.
O casal enfrenta uma dívida de mais de US$ 53 mil devido aos custos médicos e está arrecadando doações para cobrir as despesas, enquanto os médicos locais expressam preocupação com a gravidade das lesões recebidas durante o cruzeiro.
Era a primeira viagem em navio de cruzeiro de Kirsten Lindsey, de 28 anos, e tinha tudo para ser "inesquecível". E acabou sendo, porém de uma maneira que a moradora da Louisiana (EUA) não gostaria.
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Durante uma escala em Honduras, no terceiro dia do cruzeiro com o namorado, Kirsten sofreu uma lesão genital "catastrófica" — resultando em inchaço na região íntima do tamanho de uma toranja (fruta maior que uma laranja) — ao saltar com corda.
"Uma corda de segurança ou de controle foi conectada incorretamente ao balanço", escreveu Blake Ford, companheiro de Lindsey, em página aberta no site de financiamento coletivo GoFundMe. "Quando ela se lançou no balanço, a corda apertou entre suas pernas logo antes de ela cair, causando uma lesão catastrófica", emendou ele.
Inicialmente, Kirsten acreditou ter sofrido apenas um arranhão na região genital e tentou "rir para disfarçar a dor" enquanto retornavam ao transporte que os levaria de volta ao navio. Mas, logo, o "inchaço tornou-se severo" e "a dor ficou insuportável", conforme relatou o namorado. Não demorou para que a turista não conseguisse mais caminhar e precisasse de cadeira de rodas para voltar à sua cabine no navio.
Kirsten foi atendida pela equipe médica da Carnival a bordo por várias horas, mas o inchaço não parava de aumentar, chegando ao tamanho de uma bola de beisebol.
Após passar mais de 12 horas no centro médico do navio, o casal foi informado de que a evacuação médica para Costa Maya (México) — o local mais próximo com acesso a aeroporto —, seria necessária, contou a mãe de Kirsten à emissora WFLA.
"Durante esse período, a dor dela tornou-se tão intensa que ela mal conseguia se mover. Em certo momento, a equipe médica me disse que estava tentando mantê-la acordada, pois ela parava de respirar sempre que adormecia devido aos analgésicos", descreveu o namorado.
Já haviam se passado 26 horas desde o acidente, e a situação se deteriorava. Apesar do alto custo, Blake decidiu pelo retorno direto aos EUA.
"Escolhemos o transporte aéreo porque acreditávamos que era a melhor maneira de garantir a Kirsten os cuidados de que ela precisava", disse ele.
Kirsten desembarcou em Fort Lauderdale (Flórida, EUA). A paciente passou pela primeira cirurgia no HCA Florida Aventura Hospital e teve de voltar para casa, na Louisiana, de carro, pois seus ferimentos eram graves demais para permitir uma viagem de avião.
Ao retornar ao seu estado de origem, Lindsey recebeu atendimento no CHRISTUS Highland Medical Center, mas acabou sendo internada novamente dias depois, após passar pelo pronto-socorro em 18 de julho.
"Eles ficaram completamente chocados por ela ter recebido alta tão cedo do hospital anterior, mas agora, graças a Deus, estamos em casa e com os NOSSOS médicos, e não com aqueles para quem a Carnival nos enviou!", escreveu Blake no Facebook. "Todos que viram o ferimento disseram nunca ter visto nada igual, mas estão fazendo todo o possível para evitar danos permanentes às partes íntimas dela, que ficaram do tamanho de uma toranja" acrescentou ele.
Lindsey passou por uma segunda cirurgia.
O casal acabou contraindo uma dívida de mais de US$ 53 mil (cerca de R$ 270 mil) e está recebendo doações para saldá-la.
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