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Após coma e ter 98% do pulmão comprometido, aposentada vence a Covid-19 e recebe alta

Publicado em 27/07/2020, às 09h50
Aposentada foi recebida pelos filhos e netos em frente ao hospital | Foto: Arquivo pessoal -

Eberth Lins

Foram 60 dias de internação, parte deles em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No hospital, a aposentada Vera Maria Alves Paranhos, de 64 anos, diagnosticada com a Covid-19 lutava pela vida e do lado de fora a família da idosa lutava contra a angústia e informações resumidas ao boletim médico diário.

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Se para alguns a doença chega e passa de forma assintomática ou sem grandes sequelas, para a aposentada Vera Paranhos a Covid chegou de forma avassaladora.

"Começou com um olho vermelho e nós achávamos que era uma conjuntivite. Uma semana depois, ela teve febre e a levamos para fazer uma tomografia, quando soubemos que ela já estava com 50% do pulmão comprometido”, contou o empresário João Marcos, filho de Vera em entrevista ao TNH1.

Com o passar dos dias, o quadro médico da idosa só piorava chegando a ficar em coma induzido por sedativos.

"Chegou a 98% de comprometimento do pulmão e ela ficou 15 dias intubada, em coma induzido. Alguns dias melhorava e no dia seguinte ela voltava a ficar mal. Quando ela finalmente saiu da UTI, ela teve um pico de pressão no dia seguinte, o pulmão voltou a ficar comprometido e ela precisou, novamente, ser internada na UTI”, lembra João.

(Foto: Arquivo pessoal)
(Foto: Arquivo pessoal)

Vitória contra a Covid

Após passar por dois hospitais e ficar dois meses longe de casa e da família por complicações causadas pela Covid-19, Vera Paranhos finalmente teve alta médica, no último sábado (25). E a saída do hospital foi comemorada à altura.

Para receber a idosa, familiares prepararam uma recepção com balões e música em frente ao hospital em uma celebração de amor à vida. Veja o vídeo.

"A gente ficou quase um mês sem vê-la, foram dias bem difíceis, mas agora ela está recuperada. Como parte das sequelas, ela ainda cansa um pouco quando precisa andar, já que ficou muito tempo com o pulmão comprometido e pelos próximos quatro meses fará fisioterapia para melhorar a respiração”, complementou João Marcos.

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