Arma usada contra empresária alagoana foi apreendida com seis munições deflagradas, diz polícia

Publicado em 23/03/2026, às 07h15
Tiago e Flávia - Reprodução/Rede Social

TNH1 com TV Atalaia

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A arma de fogo usada para matar a empresária alagoana Flávia Barros, 38 anos, encontrada sem vida nesse domingo (22), no quarto de um hotel na cidade de Aracaju-SE, foi apreendida com seis munições deflagradas e outras seis intactas. A informação foi divulgada pela Polícia Militar do estado vizinho, em contato com a TV Atalaia, afiliada da RECORD em Sergipe. 

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Flávia estava acompanhada do companheiro Tiago Sóstenes Miranda de Matos, coordenador do Conjunto Penal de Paulo Afonso-BA, unidade vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (SEAP-BA). Ele foi encontrado ferido, com indícios de tentativa de suicídio, e está em recuperação no Hospital de Urgência de Sergipe.

Os levantamentos iniciais apontaram que Tiago atirou contra a empresária e depois tentou se matar. Caso o feminicídio se confirme e o policial penal se recupere, uma pena de até 40 anos de reclusão pode ser aplicada, já que o crime agora é considerado hediondo no Brasil.

A Polícia Civil sergipana já acompanha o caso. A arma de fogo e as munições estão sob análise da perícia. Um laudo deve ser divulgado após a conclusão do trabalho, para dar mais detalhes sobre a possível dinâmica do momento dos disparos. 

O corpo de Flávia foi liberado no fim da última tarde e encaminhado para velório e sepultamento em Canindé de São Francisco-SE. A alagoana era natural de Piranhas e trabalhava na cidade de Paulo Afonso-BA.

O que diz a Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia

A SEAP-BA emitiu um comunicado nesse domingo para lamentar a morte de Flávia e repudiar o crime praticado contra ela. Não foi informado, no entanto, sobre punições ao servidor.

A Secretaria também informou que Tiago "não responde a processos administrativos disciplinares, possuía histórico regular e vinha desempenhando as funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade de ordem pessoal ou emocional".

A SEAP-BA enviou representantes para Aracaju para o acompanhamento do caso de perto.

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