Flávio Gomes de Barros
À medida em que se aproxima a data das eleições ganham intensidade as pesquisas eleitorais.
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Quem conhece um mínimo dos bastidores dessa sistemática de aferir o sentimento do eleitor sabe que a maioria desses levantamentos não obedece a outro critério que não seja atender a quem os encomendou.
“As pesquisas têm de ser ao gosto do cliente”, costuma-se dizer sobre elas.
Uma experiência pessoal pela qual passei, anos atrás, me deu o direito de duvidar de pesquisas eleitorais – excetuadas aquelas contratadas para consumo do próprio candidato ou do seu partido.
Passei a ser mais criterioso também na avaliação dos institutos que as realizam, o que me possibilita cada vez mais experiência nesse mister.
Em resumo, pesquisas manipuladas têm o dom de iludir o eleitor.
É por causa disso que, enquanto não forem estabelecidos critérios técnicos para elas, continuarei preferindo me guiar por minhas percepções pessoais.
Que, modéstia à parte, continuam com boa margem de acertos.
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