O que se sabe sobre o líder de facção morto em confronto com a polícia, em Arapiraca

Publicado em 26/09/2025, às 08h45
´"Papudo" era considerado um dos chefes do tráfico do Sertão Alagoano - Divulgação/Polícia Civil

Pedro Acioli*

Homicídios, roubos, tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo. Todos estes foram crimes apontados a Nallyson Sanderlan da Silva Souza, de 27 anos, conhecido como “Papudo”, um dos principais líderes de uma organização criminosa com atuação no Agreste Alagoano. Ele morreu em confronto com a polícia durante operação nessa quinta-feira (25), em Arapiraca.

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De acordo com o delegado, Edberg Oliveira, responsável pela ação, Papudo também foi o principal suspeito do assassinato do jovem José Cristiano Laurindo da Silva, de 23 anos, que sofreu mais de 20 tiros na frente da casa da namorada na madrugada dessa quinta.

O líder do grupo era considerado um foragido de altíssima periculosidade. Ele possuía três mandados de prisão em aberto e era monitorado pelas equipes policiais há semanas, por ser mandante de execuções relacionadas ao tráfico na região.

Em entrevista à TV Pajuçara, o delegado revelou outro homicídio que teria sido cometido depois de ordem de Papudo, com a ajuda da companheira. “Dois meses atrás um indivíduo roubou essa mulher [companheira de Nalysson]. Em seguida, ela e o parceiro se juntaram e acabaram ceifando a vida daquele ladrão, porém vítima desse caso”, contou. 

Confronto com a polícia

Durante o cumprimento das ordens judiciais, Papudo reagiu à prisão, iniciou o confronto com os policiais e acabou atingido. A polícia destacou que ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Emergência do Agreste, onde não resistiu aos ferimentos.

No interior da casa, os agentes encontraram a companheira do homem, que também possuía mandado de prisão em aberto por homicídio. Ela é suspeita de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo, desobediência, resistência e desacato.

Foram apreendidas três armas de fogo, diversas munições de calibres variados (9mm, .380 e .38), grande quantidade de cocaína, crack e maconha, além de anotações e registros contábeis do tráfico em cadernos, que irão robustecer as investigações. Veja o material: 

A mulher foi conduzida à Central de Polícia de Arapiraca para os procedimentos cabíveis. Agora ela se encontra à disposição da Justiça. 

*Com informações da Polícia Civil

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