Gabriel Amorim
A ida ao hospital de uma grávida de seis meses terminou em luto para uma família. Nícolas Ravi morreu horas após cair no chão durante um parto prematuro na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, na segunda-feira (3). Ao TNH1, a avó do bebê, Janete Lopes, relembrou os momentos do trágico episódio e contou como a família recebeu a notícia da morte do menino.
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Janete contou que acompanhava a filha, Morgana Lopes, de 21 anos, quando a jovem começou a sentir dores e contrações pela manhã. Com a intensificação dos sintomas, a gestante, que realizava acompanhamento pré-natal, foi levada à tarde para a unidade de saúde.
Ela fazia acompanhamento pré-natal em um postinho. Pela manhã, começou a sentir contrações. Quando foi aumentando, fomos ao hospital por volta das 16h05", relatou.
De acordo com a avó, Morgana passou pela triagem e aguardava atendimento. Janete afirma que a filha esperou mais de uma hora até que a bolsa se rompeu ainda na recepção da unidade.
Segundo o relato, uma técnica de enfermagem chegou a aferir os sinais da gestante, mas, ao se virar, o bebê nasceu e caiu no chão.
A bolsa estourou. A técnica de enfermagem aferiu os sinais. Quando terminou e virou, minha filha disse: 'Tá nascendo'. E a criança caiu", contou.
Nícolas Ravi foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto Morgana foi encaminhada para uma sala para conclusão dos procedimentos do parto. Horas depois, ainda na noite de segunda-feira, a família recebeu a informação de que o bebê não havia resistido.
Janete também relatou uma conversa com uma médica após o ocorrido. Segundo ela, a profissional informou que as chances de sobrevivência do bebê eram reduzidas por causa da prematuridade. O nome da médica não foi divulgado.
O Hospital da Cidade informou que Morgana permanece internada e recebe acompanhamento da equipe multiprofissional. Segundo a unidade, a família também está sendo acolhida.
Família pretende buscar Justiça
Janete afirmou que pretende procurar a Justiça para buscar responsabilização pelo caso. Até a publicação desta reportagem, segundo ela, a família ainda não havia sido ouvida pela Polícia Civil nem pelo Ministério Público de Alagoas.
Em nota, o Hospital da Cidade lamentou o ocorrido e informou que instaurou um procedimento para apuração rigorosa dos fatos, além de afirmar que adotará todas as medidas administrativas cabíveis.
NOTA DO HOSPITAL DA CIDADE
O Hospital da Cidade lamenta profundamente a ocorrência registrada na maternidade e manifesta solidariedade aos familiares neste momento de luto.
A paciente grávida de seis meses deu entrada na unidade na tarde da segunda-feira (03), sendo acolhida e submetida aos procedimentos de atendimento e avaliação previstos pelos protocolos assistenciais. Na ocasião, a maternidade contava com equipe completa de plantão, composta pelos profissionais responsáveis pela assistência obstétrica e multiprofissional.
Conforme os registros iniciais de atendimento, a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto ainda durante o processo de triagem. Ela permanece internada, sob acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, recebendo toda a assistência necessária. A família também está sendo acolhida pela instituição, com suporte do Serviço Social e atendimento psicológico.
Imediatamente após a ocorrência, o Hospital da Cidade instaurou procedimento para apuração rigorosa dos fatos, adotando todas as medidas administrativas cabíveis.
Desde a inauguração, a maternidade já realizou mais de 4 mil partos, oferecendo assistência humanizada, pautada pela segurança, acolhimento e cuidado com gestantes, puérperas e recém-nascidos.
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