Itatiaia
A advogada de defesa de João Munhoz Neto, de 34 anos, informou após a prisão preventiva nesta terça-feira (22) que, o bacharel é casado desde janeiro de 2025 e que a prisão pegou a defesa "de surpresa". Ele é investigado por suspeita de envolvimento na morte da namorada, a estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida na noite do domingo (13).
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Segundo a advogada Lígia Peixe, João já estava em processo de "divórcio amigável" e terminou a relação cerca de 15 dias antes do início do relacionamento com Isabelle.
O bacharel em Direito afirmou que, de inicio, ocultou e negou as informações para Isabelle por "medo da reação dela" mas que, posteriormente, a jovem tomou conhecimento da situação.
A advogada também criticou a prisão, dizendo que João se apresentou voluntariamente, entregou os celulares e deu o endereço da casa de um parente onde ele estava.
Lígia disse ainda que ele está fragilizado e sob efeito de remédios.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a prisão preventiva teve como base dois artigos do Código Penal:
Em nota enviada à Itatiaia, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que "os procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça".
O que se sabe sobre a morte de Isabelle Caracristi
O caso ganhou repercussão depois que a mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando respostas sobre as circunstâncias da morte. A polícia ainda não confirmou a causa do óbito nem informou que Isabelle tenha sido vítima de crime.
Confira, abaixo, a cronologia dos últimos momentos de Isabelle, segundo relato divulgado pela mãe dela:
Avanços periciais e causa da morte
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) confirmou a emissão de 10 laudos sobre o caso, enquanto outros três relatórios estão em fase de finalização. Acionada na noite do ocorrido pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), a equipe pericial esteve no local para inspecionar o apartamento, o terraço do edifício e a área do solo onde a vítima caiu.
Os exames de local de crime, toxicológico e de necropsia, elaborados com foco na verificação de eventuais marcas de violência de gênero, já foram formalmente entregues à Polícia Civil. Os laudos complementares previstos pela Pefoce serão entregues dentro do prazo legal de 10 dias.
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