Flávio Gomes de Barros
O inferno astral da Braskem continua, apesar da mudança na gestão da empresa.
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E é exatamente por causa disso que o Banco Safra recorreu à justiça tentando anular a transferência das ações da Novonor, antiga Odebrecht.
A revelação é do jornalista Lauro Jardim, em “O Globo”:
“O banco Safra impetrou nesta quarta-feira, na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJSP, um recurso contra a decisão que autorizou a NSP Investimentos (Novonor/Odebrecht) a vender o controle da Braskem ao FIP Shine (gerido pela IG4), sem sucessão do comprador nas obrigações da vendedora. O Safra é credor de R$ 560 milhões da Braskem.
O recurso do Safra sustenta que a exclusão de sucessão só se aplica a vendas por meio de um processo competitivo de leilão — não a venda direta a um comprador pré-escolhido.
Além disso, defende que o preço do controle foi calculado por simples multiplicação da cotação média das ações pelo número de ações — ignorando o prêmio de controle previsto na Lei das S.A.
O Safra está pedindo a imediata suspensão dos efeitos da decisão agravada, anulando a transferência das ações à FIP Shine.”
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