Contextualizando

Procurador alagoano é incluído no Livro dos Heróis da Pátria

Em 3 de Julho de 2026 às 17:05
O alagoano Pedro Jorge de Melo e Silva, Procurador da República, foi morto a tiros em Olinda, em 1982, quando saía de uma padaria com um pacote de pão nas mãos.
Foi executado a mando da Máfia da Mandioca, quadrilha que atuava no inerior de Pernambuco e se dedicava a faudar seguros agrícolas.
Seu nome agora está inscrito no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, como revela a Agência Câmara, órgão de comunicação da Câmara dos Deputados:

"O procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, assassinado em 1982 após denunciar a fraude conhecida como Escândalo da Mandioca, terá o nome inscrito no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria. É o que prevê a Lei 15.446/26, publicada no Diário Oficial da União nessa terça-feira (30).

A iniciativa é resultado do Projeto de Lei 3663/23, da senadora Teresa Leitão (PT-PE). O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio deste ano.

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

Pedro Jorge de Melo e Silva foi assassinado no dia 3 de março de 1982, ao sair de uma padaria em Olinda (PE). Três meses antes, ele havia oferecido denúncia contra oficiais da Polícia Militar de Pernambuco, um deputado estadual e outras 21 pessoas envolvidas na fraude.

Os denunciados se passavam por produtores rurais e conseguiam empréstimos no Banco do Brasil para plantar mandioca. Em seguida, alegavam que a seca havia destruído a plantação e recebiam o seguro agrícola.

Pedro Jorge recebeu o inquérito e, mesmo ameaçado, denunciou os envolvidos."

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