Bebê com condição rara no crânio recebe molas superelásticas feitas sob medida

Publicado em 09/09/2026, às 17h15
- GOSH/People

Revista Crescer

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Rory Potter tinha cinco meses quando passou por uma cirurgia inédita. Em setembro de 2025, o bebê foi o primeiro do mundo a receber molas superelásticas de nitinol feitas sob medida para tratar uma forma grave de craniossinostose sagital. O procedimento foi realizado no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres, no Reino Unido, e durou cerca de 45 minutos.

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O caso foi divulgado publicamente nesta terça-feira (8), quase um ano depois da cirurgia. O Hospital Infantil Great Ormond Street (GOSH) publicou detalhes do procedimento e da evolução de Rory. A tecnologia usada na cirurgia foi desenvolvida pelo hospital em parceria com pesquisadores da University College London (UCL) e da Durham University.

Rory Potter tinha cinco meses quando passou por uma cirurgia inédita. Em setembro de 2025, o bebê foi o primeiro do mundo a receber molas superelásticas de nitinol feitas sob medida para tratar uma forma grave de craniossinostose sagital. O procedimento foi realizado no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres, no Reino Unido, e durou cerca de 45 minutos.


O caso foi divulgado publicamente nesta terça-feira (8), quase um ano depois da cirurgia. O Hospital Infantil Great Ormond Street (GOSH) publicou detalhes do procedimento e da evolução de Rory. A tecnologia usada na cirurgia foi desenvolvida pelo hospital em parceria com pesquisadores da University College London (UCL) e da Durham University.

As molas foram feitas sob medida para Rory
 
O tratamento da craniossinostose sagital já utiliza há cerca de duas décadas molas de aço inoxidável. Durante a cirurgia, uma pequena parte do osso do crânio é retirada e são feitos cortes nas laterais da sutura que se fechou. As molas são então colocadas na região para ampliar gradualmente o espaço, permitindo a formação de novo osso e dando mais espaço para o cérebro crescer.

No caso de Rory, porém, a equipe avaliou que a gravidade da condição exigia um controle maior sobre a força usada para remodelar o crânio. Por isso, os médicos utilizaram pela primeira vez molas feitas de nitinol, uma liga de níquel e titânio com propriedades superelásticas.


O material permite maior flexibilidade no modo como a mola exerce força sobre o crânio. Além disso, as peças podem ser produzidas especificamente para cada criança.

Para criar as de Rory, os pesquisadores usaram imagens de tomografia para montar um modelo digital detalhado do crânio. A partir dele, puderam prever como a cabeça responderia à cirurgia e definir o formato das molas e a força necessária em cada ponto. O processo de modelagem leva cerca de um dia.


"Essas novas molas de nitinol nos dão uma flexibilidade muito maior e, em alguns casos, podem evitar a necessidade de novas cirurgias", explicou o neurocirurgião Owase Jeelani, em comunicado divulgado pelo hospital.


As molas permaneceram no crânio de Rory por nove semanas. Em novembro de 2025, o menino voltou ao hospital para retirá-las. Segundo a equipe, o crânio havia alcançado o resultado desejado.
 

A tecnologia levou 12 anos para ser desenvolvida
 
As novas molas são resultado de cerca de 12 anos de pesquisa. Antes delas, a equipe do Hospital Infantil Great Ormond Street já havia desenvolvido, com pesquisadores da UCL, uma técnica que utiliza molas de aço inoxidável para tratar alguns casos de craniossinostose.

 

A técnica permite que o crânio seja remodelado gradualmente, enquanto as molas ampliam o espaço onde a sutura se fechou. Com ela, a cirurgia passou a durar cerca de 45 minutos, e a permanência no hospital foi reduzida para uma noite.


Com o tempo, porém, os médicos perceberam que alguns casos mais complexos exigiam molas com formatos e forças diferentes. Foi a partir dessa necessidade que os pesquisadores desenvolveram os dispositivos de nitinol personalizados.


No caso de Rory, a família passou apenas uma noite no hospital após a cirurgia. Depois, voltou para casa enquanto as molas remodelavam gradualmente o crânio.

Quase um ano depois, Rory está bem
 
Quase um ano depois da cirurgia, Rory está em casa, na região de Peak District, no norte da Inglaterra. Com 1 ano, o menino está bem e alcançando os marcos esperados para a idade, segundo a mãe.

"Rory é tão feliz, brincalhão e cheio de energia. Você não saberia pelo que ele passou. Ele é como qualquer menininho, está alcançando seus marcos e terá uma ótima história para contar quando for mais velho", contou Jo Potter, em declaração divulgada pelo hospital e reproduzida pela revista PEOPLE.


Para os pesquisadores, o caso de Rory representa um primeiro passo para avaliar se as molas personalizadas podem ser utilizadas em outras crianças com formas complexas de craniossinostose.

A tecnologia ainda é nova e, no Reino Unido, seu uso depende de uma autorização individual da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) para cada paciente. A equipe espera ampliar o acesso ao tratamento para outras crianças no futuro.


Por enquanto, Rory é o primeiro bebê a passar pelo procedimento. Quase um ano depois da cirurgia, a equipe descreve o resultado como positivo e agora apresenta o caso como parte dos próximos estudos sobre a tecnologia.

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