Folhapress
A Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar a conduta de cinco
funcionários de uma creche conveniada à prefeitura na rua Doutor Costa Valente, no Brás, após a morte de um bebê de um ano e quatro meses nesta quarta-feira (22).
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Entre os investigados estão a diretora e a coordenadora da CEI (Centro de Educação Infantil) Luz do Brás, gerida por uma entidade privada e com vagas custeadas pela prefeitura. O caso é tratado inicialmente como homicídio culposo -ou seja, sem intenção de matar.
Policiais militares passavam pela avenida Celso Garcia quando foram acionados por funcionários da creche, que já levavam a criança para um hospital. O bebê foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Mooca, na zona leste da capital, onde morreu.
Até as 16h30 desta quarta, os detalhes do ocorrido eram levantados. A reportagem apurou que o acidente ocorreu durante uma atividade recreativa e que a criança teria colocado a cabeça em um vão entre uma grade e um espaço de alvenaria.
O menino, chamado Abdoulaye Dieng, é filho de senegaleses. A investigação está a cargo do 8º DP (Brás). A Polícia Civil solicitou exames ao IML (Instituto Médico Legal) e ao IC
(Instituto de Criminalística).
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação da gestão Ricardo Nunes (MDB) lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. "Equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) estão prestando o suporte necessário à família."
"As circunstâncias da ocorrência no CEI parceiro Luz do Brás estão sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes. A secretaria colabora integralmente com as investigações e adotará todas as providências cabíveis após a conclusão da apuração dos fatos", acrescentou o texto.
Das mais de 4.000 escolas municipais de São Paulo, cerca de 2.500 são da rede conveniada.
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