Flávio Gomes de Barros
A Braskem já montou a linha de defesa para superar o período mais sensível da sua agenda financeira sem recorrer a uma recuperação judicial e inclusive setores da própria empresa admitem que essa possibilidade é quase nula.
Haveria um entendimento de que o meio mais adequado para a superar as dificuldades é mesmo a recuperação extra judicial, no caso de as negociações com os credores não avançarem num ritmo suficientemente acelerado.
A questão maior é que a opção pela recuperação judicial certamente colocaria a empresa sob um processo mais amplo e litigioso, segundo revela a revista "Veja".
A Braskem já se preparou formalmente para essa hipótese: na assembleia geral realizada no início deste mês, os acionistas aprovaram uma mudança no estatuto que transferiu ao Conselho de Administração a competência para deliberar sobre um eventual pedido de recuperação extrajudicial, o que elimina a necessidade de levar a decisão a uma nova assembleia geral.
“Julho concentra cerca de US$ 144 milhões em pagamentos de cupons de bonds internacionais da Braskem, valor que tem sido arredondado pelo mercado para US$ 150 milhões”, explica a “Veja”.
O primeiro vencimento ocorre no dia 10 do próximo mês.
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