Buscas por casal suspeito de participação na morte de Amanda seguem nesta quarta

Publicado em 17/08/2022, às 09h46
Yuri e Mari estão foragidos | Reprodução/Redes Sociais -

TNH1

A Polícia Civil confirmou que segue com as buscas, nesta quarta-feira, 17, pelo casal suspeito de participar do crime de latrocínio da motorista de transporte por aplicativo Amanda Pereira dos Santos, de 27 anos. Yuri Livramento dos Santos e Mari "Estelinha" ainda estão foragidos e uma operação conjunta está em andamento para localizar o paradeiro dos dois.

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Jackson Vital dos Santos, que confessou ter estrangulado a vítima, foi preso no Conjunto Jarbas Oiticica, em Rio Largo, nessa terça, 16, e confirmou a participação do casal no assassinato. Segundo o delegado Igor Diego, a família de Yuri também foi ouvida e admitiu a participação dos dois no crime contra Amanda. Eles desapareceram depois do latrocínio.

A investigação da Polícia Civil apontou que Yuri e Mari teriam sentado no banco de trás do carro da vítima no início da corrida, e o homem anunciado o crime com um simulacro de pistola. Depois ele teria passado para o banco da motorista e dirigido o Voyage. Já Mari e Jackson teriam ficado atrás e agredido Amanda que reagia ao roubo. 

Mari, inclusive, foi a responsável por solicitar a corrida por aplicativo. Ela usou dados pessoais de uma moradora do estado da Bahia para fazer o cadastro de passageiro no aplicativo e se passar por outra pessoa para cometer o crime. Como a vítima só atendia passageiras mulheres, aceitou a corrida que tinha como destino Marechal Deodoro.

A população pode denunciar o paradeiro dos criminosos por meio do Disque Denúncia 181, da Polícia Civil alagoana. O anonimato é garantido ao denunciante e a ligação é gratuita.

"Não percebi que tinha matado ela", diz ajudante de pedreiro preso - Jackson Vital dos Santos foi preso, nessa terça, por matar a motorista de transporte por aplicativo Amanda Pereira. O homem, que contou ser autônomo e também fazer bicos como ajudante de pedreiro, admitiu que sufocou a vítima até a morte e que agiu com violência porque a mulher havia reagido ao assalto.

Logo após prestar depoimento à Polícia Civil, Jackson Vital conversou com a imprensa e destacou que, com os braços, segurou o pescoço de Amanda, ação conhecida como "mata-leão". Segundo o assassino confesso, a motorista de app teria ficado descontrolada ao ir para o banco de trás, depois de ser rendida, e mordido a mulher que participou do latrocínio.

"O intuito só foi assaltar os pertences dela. No momento, ela reagiu, colocamos ela no banco de trás e houve luta corporal. Ela mordeu a menina ao lado da gente e demos um garrote para ela desmaiar. Eu pensei que ela tinha desmaiado, mas no trajeto, eu dirigindo, ela ficou o tempo todo desacordada".

"Não tinha percebido que tinha matado ela. A gente não queria fazer nada com ela, só queríamos que ela fosse atrás e não reagisse. Só queríamos tirar os pertences do carro, dinheiro, telefone... Só isso", continuou.

Jackson também declarou que o material do roubo e cerca de R$ 180 levados de Amanda ficaram com os dois comparsas. Ainda de acordo com ele, o roubo teria sido planejado pela dupla. 

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