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Câmara aprova criação de "sala de silêncio" para estudante com transtorno do espectro autista

Publicado em 14/09/2025, às 23h58
- Freepik

Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a criação, nas escolas de ensino básico (educação infantil, ensinos fundamental e médio), de "salas de silêncio" para alunos com transtorno do espectro autista (TEA) e neuroatípicos.

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Nesses espaços, também chamados de salas de descompressão ou desaceleração, esses estudantes poderão aliviar a sobrecarga sensorial, evitando crises emocionais e comportamentos agressivos.

Essas salas deverão:

ser reservadas;
disponibilizar fones redutores de ruído e objetos reguladores, como óculos escuros;
ter baixo estímulo visual e sonoro;
ser localizadas em locais de fácil acesso; e
ser sinalizadas de forma clara e visível, preferencialmente na entrada da escola.
Ato do Poder Executivo disporá sobre punições para quem descumprir a medida.

Foi aprovado, por recomendação do relator, o deputado Reginaldo Veras (PV-DF), um substitutivo ao Projeto de Lei 2864/23, dos deputados Jadyel Alencar (Republicanos-PI) e Clodoaldo Magalhães (PV-PE).

O relator incluiu a possibilidade de uso de salas já existentes nas escolas, ainda que compartilhadas com outras atividades, desde que atendam aos requisitos estabelecidos na proposta. Segundo Reginaldo Veras, a criação de novas salas pode ser um investimento grande para muitas escolas, especialmente as públicas.

Desafios
Ele lembra que estudantes com autismo e neuroatípicos enfrentam desafios únicos no ambiente escolar tradicional, principalmente devido a diferenças no processamento sensorial. "As salas de acomodação sensorial oferecerão um espaço seguro e tranquilo para esses alunos se autorregularem", disse.

Pessoas com autismo podem apresentar alterações no processamento sensorial, com dificuldades na recepção e interpretação de estímulos. Isso afeta a concentração e a interação social.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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