Terra
A chance de cura do câncer de pulmão do papa Leão XIV é uma das principais dúvidas após o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar e a cirurgia realizada em Roma, na Itália. O pontífice passou por um procedimento para retirar o lobo inferior do pulmão direito, nesta terça-feira (13), mas ainda não foram divulgadas todas as informações necessárias para determinar seu prognóstico individual.
LEIA TAMBÉM
O adenocarcinoma é um dos tipos mais comuns de câncer de pulmão. Quando a doença é identificada em estágio inicial e o tumor pode ser completamente removido, a cirurgia pode oferecer possibilidade de cura. No entanto, o resultado depende de fatores como o tamanho da lesão, o comprometimento dos linfonodos e a presença ou não de células cancerígenas em outras partes do organismo.
Câncer de pulmão em estágio inicial pode ter cura?
Segundo informações do National Cancer Institute (NCI), instituto de pesquisa em câncer dos Estados Unidos, a cirurgia é uma das principais opções de tratamento para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio inicial, quando o tumor pode ser retirado.
Em determinados casos, o procedimento é realizado com intenção curativa. Dependendo dos resultados da análise do tumor e da avaliação dos linfonodos, o paciente pode precisar de tratamento complementar, como quimioterapia ou imunoterapia.
A instituição ressalta que a escolha do tratamento depende do estágio da doença e das características específicas de cada tumor.
O que se sabe sobre o câncer do papa Leão XIV?
O papa foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar e passou por uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito. Apesar de o procedimento ter sido informado como bem-sucedido, isso, por si só, não significa que a cura esteja garantida.
Para determinar o prognóstico, é necessário conhecer o resultado da análise anatomopatológica do tecido retirado, verificar se as margens cirúrgicas estão livres de células cancerígenas e avaliar se houve comprometimento dos linfonodos.
Esses resultados ajudam os médicos a estabelecer o estágio definitivo da doença e a decidir se a cirurgia foi suficiente ou se será necessário outro tratamento.
As taxas de sobrevida divulgadas por instituições médicas se referem a grupos de pacientes e variam conforme o estágio do câncer, o tipo de tumor e o tratamento realizado.
O fato de o tumor ter sido retirado cirurgicamente pode ser um fator favorável, caso os exames confirmem que a doença estava localizada. Ainda assim, é necessário aguardar informações clínicas mais completas para ter ideia da chance de cura do papa.
LEIA MAIS