Equipe chega a ilha remota para investigar possível destroço do avião de Amelia Earhart

Publicado em 13/10/2026, às 18h27
Reprodução / Universidade Purdue
Reprodução / Universidade Purdue

Por O Globo

Pesquisadores do Archaeological Legacy Institute e da Universidade Purdue iniciaram uma nova expedição na ilha de Nikumaroro para investigar um objeto que pode ser um fragmento da aeronave de Amelia Earhart, desaparecida em 1937, embora a presença de caranguejos e o fenômeno El Niño possam dificultar o trabalho.

O objeto, chamado 'Objeto Taraia', foi identificado em 2020 e sua origem é debatida entre especialistas, com teorias que vão desde destroços da aeronave até uma árvore caída, enquanto a equipe busca evidências na área.

A expedição inclui a montagem de infraestrutura e a remoção de vegetação para facilitar a busca, com a expectativa de que a inspeção do objeto possa finalmente esclarecer o mistério do desaparecimento de Earhart e Fred Noonan.

Resumo gerado por IA

Equipe de pesquisadores formada por membros do Archaeological Legacy Institute (ALI) e da Universidade Purdue desembarcou nessa segunda-feira na ilha de Nikumaroro, no Oceano Pacífico, para uma nova tentativa de solucionar o desaparecimento da aviadora americana Amelia Earhart. Os especialistas pretendem examinar um objeto identificado por imagens de satélite e que alguns acreditam ser um possível fragmento da aeronave pilotada por Earhart, que sumiu durante uma viagem ao redor do mundo, em 1937. Entretanto, o trabalho pode ser prejudicado por caranguejos e pelo El Niño.

Batizado de "Objeto Taraia", o material foi observado pela primeira vez em 2020 próximo a uma lagoa na ilha de Nikumaroro. Embora exista uma expectativa em torno da descoberta, os especialistas divergem sobre sua origem: enquanto alguns defendem se tratar de destroços da aeronave, outros duvidam se realmente se trata de um avião. Uma das teorias é de que as imagens sejam de uma árvore caída.


Segundo Rick Pettigrew, líder da expedição, a equipe está próxima de identificar a natura do objeto observado por satélite.


"É extremamente gratificante estar tão perto de concluir nossa inspeção do Objeto Taraia e, potencialmente, solucionar enfim o mistério do desaparecimento de Amelia Earhart e Fred Noonan, mais de 89 anos depois", afirma em uma publicação no blog da equipe.

Batizado de "Objeto Taraia", o material foi observado pela primeira vez em 2020 próximo a uma lagoa na ilha de Nikumaroro. Embora exista uma expectativa em torno da descoberta, os especialistas divergem sobre sua origem: enquanto alguns defendem se tratar de destroços da aeronave, outros duvidam se realmente se trata de um avião. Uma das teorias é de que as imagens sejam de uma árvore caída.


Segundo Rick Pettigrew, líder da expedição, a equipe está próxima de identificar a natura do objeto observado por satélite.

O arqueólogo marinho Michael Krivor, que integra a expedição, afirma estar preocupado com a presença dos caranguejos, além do sistema meteorológico que se desloca de leste para oeste e pode comprometer o trânsito seguro pelos canais abertos no recife.


“A tripulação dormirá todas as noites a bordo do Marin Mainiku por vários motivos, um deles é a presença dos caranguejos-dos-coqueiros, cujo tamanho e atividade noturna tornam impraticável permanecer na ilha”, explica a publicação.


Estes animais, encontrados em atóis e ilhas desertas em todo o Pacífico Sul, possuem envergaduras nas patas de até um metro e pesam mais de 4 quilos, conseguem levantar até 28 quilos e são os maiores crustáceos terrestres do mundo. Eles conseguem subir em árvores e estão entre as poucas espécies capazes de quebrar cocos. Estes caranguejos caçam presas vivas, como ratos e aves.


Algumas teorias sugerem que Earhart teria sobrevivido a uma queda na ilha e seus restos mortais teriam sido carregados pelos caranguejos carnívoros.


"É extremamente gratificante estar tão perto de concluir nossa inspeção do Objeto Taraia e, potencialmente, solucionar enfim o mistério do desaparecimento de Amelia Earhart e Fred Noonan, mais de 89 anos depois", afirma em uma publicação no blog da equipe.

Como será o trabalho de busca e identificação?

Nos primeiros dias de trabalho, a equipe irá fazer o transporte de equipamentos, remoção da vegetação e montagem da infraestrutura operacional, além de abrir uma trilha pela vegetação.

Em seguida, os especialistas vão se concentrar na busca por evidências, incluindo materiais magnéticos e outros indícios na Península de Taraia. Na etapa final, os equipamentos devem ser utilizados para a drenagem e remoção de sedimentos e inspeção visual do objeto, que estaria localizado a três metros da costa, em águas com cerca de um metro e meio de profundidade.

Earhart estava em uma viagem pelo mundo e já tinha atravessado a Califórnia, América do Sul, África e Ásia em seu avião bimotor Lockheed Electra quando chegou a Lae, na Papua-Nova Guiné, em 2 de julho de 1937. De lá, ela e Noonan planejavam seguir rumo ao Havaí. No entanto, a aeronave desapareceu sem deixar vestígios enquanto tentavam alcançar a desabitada Ilha Howland, próxima a Nikumaroro, para reabastecer.


Embora existam inúmeras teorias sobre o desaparecimento, a explicação oficial sustenta que o avião enfrentou problemas de comunicação. Sem conseguir localizar a ilha, Earhart e Noonan teriam ficado sem combustível e caído no oceano.

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