Caneta emagrecedora brasileira pode chegar mais barata ao mercado; entenda

Publicado em 26/05/2026, às 15h31
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CNN Brasil

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou hoje a liberação do medicamento Ozivy da EMS, feita com semaglutida sintética e considerada uma análoga do Ozempic (medicamento da Novo Nordisk).

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A nova caneta emagrecedora brasileira ainda não tem preço ou data de lançamento definidos. Mas o vice-presidente da farmacêutica acredita que a precificação deve ser 30% inferior à das principais opções disponíveis.

O que é semaglutida sintética e como a nova caneta funciona?

A semaglutida é uma substância análoga a dois hormônios do nosso intestino: o GLP-1 e o GIP. Quando ingerida, ela aumenta a sensação de saciedade ao deixar o esvaziamento do estômago mais lento. Com isso, a pessoa come menos e acaba perdendo peso. Outros mecanismos desses hormônios ajudam na perda de peso também, como reduzirem os pensamentos sobre comida da pessoa (fenômeno conhecido como "food noise").

A diferença do Ozivy para o Ozempic é que a semaglutida das canetas da EMS é sintética. De acordo com a endocrinologista Andressa Heimbecher, a semaglutida usada no Ozempic e no Wegovy é criada pelo processo biológico das leveduras Saccharomyces (algo semelhante à produção de cerveja).

Já a molécula sintética é feita em laboratório, replicando a estrutura e composição da molécula original. No entanto, não adianta elas apenas serem iguais, são necessários estudos que mostrem que elas agem da mesma forma, a chamada bioequivalência.

"É preciso mostrar que aquela molécula sintética tem o mesmo comportamento no organismo da molécula biológica: tanto o jeito como é absorvida, como é transportada no sangue, como tem efeito adverso, como funciona. Então, na prática clínica, é saber se ela entrega os mesmos efeitos que a gente já conhece na prática clínica da molécula original", resume Heimbecher.

Portanto, a aprovação dessa nova medicação pela Anvisa se apoia nos estudos de bioequivalência mostrados pela EMS. Tanto que a caneta não está sendo considerada um genérico, mas sim um novo medicamento, definido tecnicamente como um análogo sintético de um produto biológico.

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