☰
✕

Casal aproveita drinque em café enquanto protestos tomam Paris; imagem repercute

Publicado em 19/10/2026, às 10h21
- Reprodução/Video

TNH1 com CNN Brasil

Ler resumo da notícia

A imagem de um casal tomando uma bebida perto do Arco do Triunfo no sábado (17), próximo ao local onde ocorreram alguns dos principais protestos no centro de Paris, repercutiu nas redes sociais nesse fim de semana. Um homem e uma mulher estavam em um terraço de um café, enquanto uma lixeira pega fogo ao fundo (imagem em destaque).

LEIA TAMBÉM

Estudantes, sindicalistas e remanescentes do movimento dos "Coletes Amarelos" uniram forças para protestar contra os preços elevados e a deterioração do modelo social do país.

A onda inicial de protestos começou no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris, onde a indignação com a ausência de professores e as instalações precárias transformou-se rapidamente em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços.

As manifestações ocorrem em um momento difícil para a França, à medida que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado.

O fato de investidores estarem se desfazendo de títulos da dívida francesa — elevando os custos de captação de recursos aos patamares mais altos em mais de duas décadas — também evidencia a longa dificuldade do país em colocar suas finanças públicas em ordem.

Protesto na França termina com mais de 500 policiais feridos e 1.800 presos

Comunidades em toda a França estavam abaladas neste domingo (18) após uma das noites de protestos mais violentas dos últimos anos, depois que manifestações pelo custo de vida e investimento em serviços públicos se transformaram em tumulto. Prédios governamentais foram incendiados, um manifestante foi morto e mais de 500 policiais ficaram feridos.

A polícia prendeu 1.800 pessoas após uma série de protestos pacíficos em todo o país que se tornaram violentos com a chegada da noite de sábado (17).

Um manifestante morreu ao norte de Paris após uma "parada cardiorrespiratória", informou a afiliada da CNN BFMTV neste domingo, citando a sede da Polícia de Paris.

Na cidade central de Limoges, a prefeitura de 143 anos foi incendiada, com vídeos mostrando o colapso de sua torre. Em Marselha, manifestantes mascarados vestidos de preto invadiram a prefeitura e depredaram o edifício, e em Lyon, manifestantes atearam fogo ao escritório de turismo da cidade.

Parlamentares e autoridades regionais intensificaram as críticas ao plano de segurança do governo, disse a BFMTV. O primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu deve se reunir com os prefeitos de Paris, Lyon e Marselha, que pediram maior reforço para reparar os danos.

O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação em uma transmissão na televisão neste domingo à noite.

Com a chegada da noite em Paris no sábado, grupos de jovens saquearam lojas e atearam fogo enquanto os protestos se dispersavam, levando a polícia a responder com gás lacrimogêneo e cassetetes nas ruas estreitas.

Mais de 500 policiais foram feridos, publicou o ministro do Interior da França, Laurent Nunez, no X neste domingo, afirmando que "nada pode justificar" o tumulto. No início deste fim de semana, Lecornu também condenou "níveis inaceitáveis de violência".

Protestos, em grande parte pacíficos, cresceram a partir atos liderados por estudantes que tomaram partes da França no mês passado, desencadeando um movimento mais amplo contra a precarização da educação, o aumento do custo de vida e a suposta inação do governo.

Os atos simbolizaram uma raiva latente entre pessoas que dizem que seus pedidos por mudanças sociais e políticas não estão sendo atendidos por governos negligentes.

Cerca de 550.000 manifestantes foram às ruas em toda a França, incluindo 110.000 em Paris, disse Nunez no sábado. Os organizadores afirmaram que o número de participantes foi muito maior.

"Há um acúmulo de riqueza e poder completamente fora de controle", disse uma manifestante, que se identificou como Pauline, à CNN em Paris no sábado.

"Também estamos aqui para apoiar a juventude. Há vitórias, mas se olharmos para o quadro geral, as coisas não estão indo na direção certa", acrescentou a mulher de 36 anos.

Outro manifestante reclamou de "menos democracia" e de uma "concentração de poder" sob a liderança do presidente Emmanuel Macron. "Há bilionários que controlam a mídia", disse Louise, 38 anos, à CNN. "Estamos lutando para mudar as coisas."

Macron atacou os "semeadores do caos" por interferirem nos protestos pacíficos e alertou no final do sábado que "aqueles que quebraram, atacaram policiais, bem como empresas, saquearam até nossas prefeituras municipais, serão processados e punidos."

"Não recuamos diante de vândalos e daqueles que vieram atacar as forças da lei", disse a Prefeitura de Polícia de Paris — o órgão que supervisiona a Força Policial de Paris, os serviços de emergência e vários outros departamentos administrativos —, acrescentando que seus funcionários mantiveram "sua posição com coragem e profissionalismo."

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Morre Michael Forest, ator que fez Apolo em 'Jornada nas Estrelas' Homem de 71 anos é morto por jacaré quando pescava na margem de lago O que as imagens de uma elefanta carregando um filhote morto revelam sobre o luto dos animais Filho usa inteligência artificial para ajudar a salvar a mãe e caso pode trazer pistas para outros pacientes com Parkinson