Caso Ana Beatriz: Justiça ouve testemunhas de assassinato de enfermeira em Penedo

Publicado em 25/03/2026, às 12h44
Ana Beatriz Cavalcante trabalhava como enfermeira do Hospital Regional - Foto: Reprodução

Redação

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A promotora de Justiça Lídia Malta informou que todas as testemunhas já foram ouvidas no processo que investiga a morte da jovem Ana Beatriz, encontrada morta em dezembro de 2025, no município de Penedo, interior de Alagoas. 

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O principal suspeito do crime é um policial militar com quem a enfermeira mantinha um relacionamento. Após o ocorrido, ele teria tentado fugir, mas acabou se envolvendo em uma colisão na zona rural do município e foi socorrido.

Conforme a promotora, a fase de instrução foi concluída e o processo segue agora para as etapas finais da primeira fase judicial. Após a conclusão das alegações finais, caberá ao juiz decidir se o caso será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Caso isso ocorra, terá início uma nova fase do processo, em que a sociedade será responsável por decidir sobre a responsabilidade do acusado. 

Lídia Malta destacou que o Ministério Público atua com base nas provas reunidas nos autos e reforçou a confiança na materialidade do caso. Ela afirmou que as teses apresentadas pela defesa seguem um padrão comum em situações semelhantes, mas que, segundo o órgão, não se sustentam diante do conjunto probatório.

“A Ana Beatriz tinha um relacionamento conturbado, sofria muito internamente. Era um sofrimento psicológico que ficou bastante evidenciado e terminou nesse desfecho trágico, que foi o covarde assassinato”, disse a promotora.

O Ministério Público afirmou ainda que pretende buscar a condenação do acusado, que deve ser enquadrado na nova lei do feminicídio, reforçando o compromisso com a responsabilização do autor e a busca por justiça.

"Infelizmente, a gente não vai poder trazer de volta a Ana Beatriz, não vai poder trazer de volta a paz completa daquela família, mas vai trazer um alento que é a realização da justiça. É isso que o Ministério Público pretende e é o que o Ministério Público vai demonstrar para a sociedade a despeito dessas teses defensivas que não se sustentam minimamente dentro do que está nos altos", reforçou a promotra.

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