Caso Cláudia Pollyanne: justiça volta a negar pedido de prisão de donos de clínica

Publicado em 13/05/2026, às 13h06
- Arquivo

Gabriel Amorim

Ler resumo da notícia

A Justiça de Alagoas negou o recurso do Ministério Público Estadual (MPAL), que contestava a decisão anterior que rejeitou o pedido de prisão preventiva de Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição pela morte da esteticista Cláudia Pollyane Farias de Sant'Anna. O casal é dono de uma comunidade terapêutica em Marechal Deodoro (AL) e está preso por crimes de tortura e estupro praticados contra outros internos. 

LEIA TAMBÉM

No recurso, o Ministério Público argumentou que Cláudia Pollyanne entrou na comunidade terapêutica em busca de tratamento para dependência química e acreditava que receberia acolhimento humanizado e melhora no quadro de saúde. No entanto, segundo o órgão, o que ocorreu foi uma "completa violação de direitos".

A vítima ingressou na comunidade com a perspectiva de receber tratamento que se supunha humanizado e sair com brevidade com a promessa de cura ou, pelo menos, de melhora de sua condição de usuária de drogas. Mas o que se viu foi a completa violação de direitos e a total inversão dos valores, o que efetivamente repudia o senso social de justiça", afirmou o MP em trecho do recurso.

Apesar disso, na decisão assinada pela juíza Fabíola Melo Feijão, a Justiça entendeu que o pedido de prisão preventiva teria sido baseado, principalmente, no clamor público causado pelo caso e que não havia elementos suficientes para autorizar as prisões.

Apesar da evidente gravidade concreta do crime, não há a comprovação de que há risco às testemunhas, nem notícia de tentativa de fuga", destacou a magistrada.

Segundo a denúncia, Maurício Anchieta e Jéssica da Conceição respondem pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e cárcere privado qualificado. A defesa dos dois alega que as acusações são falsas.

Além deles, Soraya Pollyanne dos Santos Farias, tia da vítima, também responde por cárcere privado. O promotor aponta que os réus teriam agido em conivência com ela para manter Cláudia Pollyanne internada contra a própria vontade. A defesa de Soraya também nega as acusações.

"Em razão da conivência do réu com a tia dela é que eles respondem pelo cárcere privado. Eles resolveram mantê-la contra vontade dela no interior da clínica", disse o promotor, em entrevista ao Domingo Espetacular, da RECORD.

Maurício Anchieta e Jéssica da Conceição | RECORD

 

O caso

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Juiz pune advogadas que usaram comando oculto de IA para manipular decisão Serial killer de Maceió volta ao banco dos réus por morte de jovem na Ponta Grossa Caso Ana Clara: Acusados de matar adolescente em Maravilha vão a julgamento nesta quinta-feira, 14 TJAL: banco deve pagar R$ 8 mil de indenização por mensagens e ligações de cobrança