TNH1 com g1 SE
A investigação da morte da empresária e estudante de direito Flávia Barros ganhou mais um capítulo nessa terça-feira (26), depois de o Ministério Público do Estado de Sergipe (MP-SE) contestar a versão de que o acusado pelo feminicídio, o policial penal e ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso (BA), Tiago Sóstenes Miranda de Matos, tentou tirar a própria vida após disparar contra a vítima. Segundo laudos técnicos, essa alegação não procede.
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O MP-SE informou que as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo acusado no dia do crime. "Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte em entrevista coletiva.
O Ministério Público destacou também que Flávia Barros estava deitada na cama quando foi executada. Além disso, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que a empresária vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que ela já havia sofrido episódios anteriores de violência.
O órgão estadual pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena.
"A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou Luciana Duarte.
Vídeo mostra ação de Tiago Sóstenes
Um vídeo de câmeras de segurança foi exibido durante o encontro com a imprensa sergipana e mostra o momento anterior à ação do policial penal. As imagens apresentam Tiago Sóstenes chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.
Assista:
O crime ocorreu no dia 22 de março, quando Tiago Sóstenes matou Flávia a tiros em um hotel, localizado na zona sul de Aracaju. Na ocasião, ele foi hospitalizado, recebeu alta e depois foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil). Ele está preso preventivamente.
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